O Punk está na moda!

 

Numa postura de contracultura e anarquia, baseada no caos e na desordem, surgiram grupos na década de 70 que desconstruíram e reinventaram um visual muito próprio envergando roupas rasgadas com aspecto sujo, maquilhagem esborratada, cabelos desgrenhados ou com corte de cabelo moicano e uma estética arrojada, formando a corrente Punk.

Este movimento irrequieto e insubmisso marcaria uma geração que se repercutiria ao longo de décadas nas mais diversas áreas, até mesmo na alta-costura, que utilizam a ideologia e o visual Punk na criação das suas peças e coleções.

Chanel- MET-Museum Punk Gala 2013
Chanel- MET-Museum Punk Gala 2013

Numa homenagem a este movimento, o Metropolitan Museum of Art (MET), em Nova Iorque, inaugurou uma exposição, em maio, com a apresentação da colecão – “Punk: Chaos to Couture”.  Esta colecção organizada pela Moda Operandi conta com a participação de 12 marcas de topo, na qual cada marca criou uma peça totalmente exclusiva de inspiração punk, entre elas a Moschino, a Givenchy, Vivienne Westwood, Chanel.

O movimento Punk surge com as bandas rock,  Ramones, Sex Pistols, The Clash, que fomentaram a filosofia “do-it yourself”, com uma grande influência na moda,  conjugando elementos como alfinetes, patches, lenços ao pescoço ou à mostra, no bolso traseiro das calças, jeans rasgados, calças pretas justas, bondage pants, crachás de bandas punk, blusões de couro com rebites, tatuagens, ténis “converse” e correntes, marcando o estilo da época.

 Vivienne Westwood no final do desfile de verão, 2010, em Paris
Vivienne Westwood no final do desfile de verão, 2010, em Paris

Uma grande impulsionadora desta cultura foi Vivienne Westwood que em parceria com o seu marido, Malcom Mclaren fundou a loja de roupa “Let it Rock”, mais tarde a “SEX”. Com o seu cunho rebelde e individualista foi a estilista da banda Sex Pistols.  Posteriormente, ficou conhecida como a “Estilista Punk”.

No desfile Verão Resort 2014 da Chanel, apresentado em Singapura, o maquilhador Peter Philips inspirou-se no movimento punk ao compor o traço forte de delineador azul-turquesa, bem carregado na pálpebra inferior dos olhos contrastando com a sombra preta intensa na parte superior. Também os cabelos  destruturados, com grandes franjas laterais longas caídas pelo rosto e as unhas pretas com o verniz Black Satin da casa Chanel compunham o look vanguardista.

Na adaptação cinematográfica sueca e americana da pujante Trilogia Millenium do famoso escritor sueco Stieg Larsson, os estilos gótico e cyberpunk inspiraram as coleções outono-inverno 2013 das grandes marcas internacionais.  O preto foi o grande protagonista, estando presente em vários tecidos e pele, como o couro, o vinil, veludo, em peças como o trench-coat, saias lápis e ainda em  botas, colares e pulseiras com spikes e nos brincos inspirados nos piercings.

A protagonista, Lisbeth Salander é uma hacker sueca que se vê envolvida  numa intricada trama onde não faltam os crimes violentos, as manobras políticas e a corrupção.  O seu estilo destemido, a conduzir sua Custom CL350 Café Racer,  é  notório  nas suas roupas, maquilhagem carregada e corte de cabelo ousado.

Rooney Mara - Trilogia Millenium
Rooney Mara – Trilogia Millenium

 

Na versão original sueca,  Lisbeth, interpretada por  Noomi Rapace, apresenta um look mais nórdico, mais frio,  com batom preto sendo mais discreta, comparativamente com  Rooney Mara, a actriz da versão americana, que apresenta um visual mais carregado com piercings, cabelo mais desconjuntado  e uma atitude mais agressiva, tendo servido de inspiração para as seguidoras de tendências e admiradoras deste estilo hard&crude.

 

 

Por Inês Begonha

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Fotografia Inês

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