Bruges, uma cidade para nos apaixonarmos

Bruges é uma cidade medieval de conto de fadas com o seu pitoresco centro histórico, os seus sinuosos canais, as ruas empedradas rodeadas de edifícios medievais e lojinhas de chocolates e dos mais diversos doces. É conhecida pela “Veneza do Norte” pelos canais que a percorrem nas mais diversas direções e refletem as fachadas das coloridas casas de pedra nas suas águas. A cidade tem um charme especial no outono, quando as folhas castanhas se espalham pelas ruas e jardins e o frio já é o suficiente para justificar um cacau quente ou um chá.

Bruges tornou-se importante devido à sua ligação ao mar, fundamental para o comércio local. Esta entrada ficou conhecida como a “Entrada de ouro” e fez da cidade um forte entreposto comercial e deu-lhe séculos de esplendor, entre as cidades flamengas.

Esta cidade é ideal para vaguear a pé e sem mapa, seguindo o serpentear dos canais ou o cheiro a batatas fritas, biscoitos e chocolate. A melhor maneira de experimentar a cidade é absorvê-la a pé, afastando-se da praça central e dos pontos mais turísticos, sempre repletos de pessoas de câmara na mão.

Grote Markt

O melhor local para começar o passeio é pelo centro histórico, conhecido como Grote Markt, rodeado por belas casas do século XVII e pelo Belfort, o campanário que se eleva a 83 m de altura e famoso pelo seu carrilhão de 47 sinos. A bela praça é o local ideal para sentir o palpitar de Bruges. É ainda por aqui que tem lugar todas as 5ª feiras a feira local que se realiza desde o século XIII.

Brugse Vrije

Mesmo ao lado encontra-se o Burg, uma praça que já foi em tempos o centro politico da cidade acolhendo a Câmara Municipal e a antiga Casa do Registo. Esta praça é dominada pelo exuberante edifício da Câmara e pelos edifícios do Brugse Vrije, pejados de estatuetas douradas que demonstram uma vez mais um antigo esplendor da cidade.

Mais discreta, a Basílica do Sagrado Sangue, uma pequena Basílica meio escondida num dos cantos da praça, alberga um dos mais importantes relicários da Europa, gotas de sangue e água lavadas do corpo de Cristo. É possível prestar homenagem ao relicário em horários definidos que são afixados na entrada da Igreja. A Basílica tem um interior bastante curioso. No piso mais baixo foi construída uma capela simples, desprovida de grandes ornamentos, apenas em pedra. A parte superior, contrastando com o modesto piso inferior, encontra-se um altar rico, paredes pintadas de cores vivas e um sacrário de prata onde está guardado o relicário.

Saindo do Burgo pelo beco do Burro Cego vamos em direção ao Mercado do peixe, bastante elegante para mercado, com colunatas do Século XVIII. A praça junto ao mercado é um dos pontos centrais para quem quiser conhecer Bruges através dos seus canais. Através de um pequeno percurso pelas águas escuras é possível ver como a cidade se estendeu à volta dos seus canais, desde o centro até ao Parque de Minnewater.

Catedral de S. Salvador

Nenhuma visita a Bruges fica completa sem uma passagem pela Catedral de S. Salvador, construída entre os séculos XII e XV. É Catedral de Bruges desde 1834 e o seu interior simples contrasta com um exuberante órgão barroco.

Também a Igreja das Boas-vindas a Nossa Senhora é uma marca da cidade. O seu pináculo com 122 m de altura é um dos mais altos da Bélgica. A sua construção levou cerca de 200 anos, o que se traduz numa mistura de estilos arquitetónicos.

O dia termina com um passeio no Minnewater, um enorme parque verde que esconde entre as suas árvores um lago, conhecido pelo Lago do Amor. É o local ideal para deambular sem pressas admirando os inúmeros cisnes que por ali se instalaram desde 1488. É a melhor forma de nos despedirmos de Bruges, já cheios de pena de deixarmos esta charmosa e acolhedora cidade para trás.

Guia Prático

Como ir: Bruges fica a cerca de 1h de comboio de Bruxelas e pode ser visitada em apenas um dia, ou pernoitando.

Quando ir: na primavera é a melhor altura, menos frio, mas tem mais turistas. De outono e inverno a chuva e o frio são dissuasores, mas se não tiver medo de uma chuvinha é a altura com menos gente.

Como se deslocar: essencialmente a pé ou de barco, para um passeio pelos seus canais.

 

Por Sónia Dias

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