RECORDE: Entrevista a Luís Osório – Incatalogável

Aos 44 anos, teremos matéria suficiente nas mãos para um livro de pensamentos? Depende. Se já tivermos escrito tantos caracteres como os da Bíblia, feito programas de televisão, entrevistado meio mundo, experimentado o desalento da morte e o milagre da vida, provavelmente teríamos. No bar Pensão Amor, ao Cais do Sodré, o Onde Ir conversou com o jornalista e escritor Luís Osório sobre o seu último título – nem por acidente, Amor. Ainda agora poderíamos lá estar.

Entrevista Catarina Santiago Costa

Fotografia Rodrigo Cabrita

 

Entrevista com Luis Osorio na Pensao Amor
Crédito: Rodrigo Cabrita

 

Tendo este livro tantas passagens poéticas e sendo filho de um fadista (José Manuel Osório) que cantoupoetas fabulosos, começaria por lhe perguntar quais são os seus poetas preferidos.

Surpreendentemente, nunca escrevi nenhum poema, nem nos meus tempos delirantes de adolescente, sempre a cultivar a ideia do loser e, ao mesmo tempo, a ideia do miúdo enjeitado que precisava de ser salvo e, por isso, se apaixonava muitas vezes para não ser concretizado nesse desejo de um dia encontrar uma ideia, uma pessoa, o que fosse. Portanto, era lógico que eu corporizasse todas estas angústias com poesia, mas nunca fui por aí. Claro que há poetas que são de referência para mim, acima de todos, Yates. Entre os portugueses, Herberto Helder, constitui grande parte do meu percurso de descoberta, até porque era muito amigo do seu filho, Daniel Oliveira. Mas mesmo o livro do Herberto Helder que prefiro é de prosa, Os passos em volta. Depois, há o Nuno Júdice e a Sophia, que adoro. De facto, neste livro de pensamentos, procuro, de alguma maneira e em certos momentos, uma linguagem de prosa poética mas no sentido da procura de uma palavra definitiva que explique tudo e não seja necessário rigorosamente mais nada. Acho que, se se pudesse resumir o que é a poesia, é, mais do que todas as outras artes, a procura desesperada de uma palavra que explique tudo. Ainda que um poeta não procura mais do que um pintor, nenhuma outra arte consegue ir tão longe, simbolicamente, nessa procura. No entanto, a poesia não é, de facto, a minha área.

 

Este livro opta por uma organização temática que procura sintetizar ideias, muitas delas recorrentes, mesmo em capítulos em que o título não é correspondente.

O meu livro anterior, de 2014, era uma biografia de 650 páginas do Jorge Jardim Gonçalves e que foi muito importante para mim. Na altura, foi muito criticado por muita gente, positiva e negativamente. Se hoje me perguntassem «Como gostarias de ser recordado, daqui a 20 ou 30 (ou dez ou cinco) anos, quando fores para outras paragens?», eu gostaria que fosse como um incatalogável, palavra de que gosto muito. Não quero fazer aquilo que as pessoas imaginam que eu posso fazer mas aquilo que me apetece em cada momento. Nesse sentido, ter escolhido a palavra Amor como título de um livro de pensamentos foi também uma provocação a uma lógica politicamente correcta de que as pessoas devem fazer umas coisas e não devem fazer outras. Amor é uma palavra gasta pelo uso. Se se disser «amo-te» repetidamente, ao fim de dez minutos a palavra já não tem valor. Portanto, o amor é uma palavra importantíssima mas diabolizada de cada vez que é dita. Ou, pelo menos, diabolizada naquilo que tem de mais afectivo, de mais íntimo, não enquanto conceito, como, por exemplo,  em Roland Barthes, que o esmiúça filosoficamente. Mas um dos grandes dramas é que, quando começámos a trabalhar, era difícil prevermos o que ia acontecer dez anos depois e, hoje, é difícil prever o que vai acontecer na semana a seguir. Temos de olhar para aquilo que é verdadeiramente importante na vida de cada pessoa sem a ideia de que podemos não ser aceites, de que podemos não ser correctos nos nossos actos, de que podemos ser julgados e ostracizados. Portugal é um país muito pequeno e o círculo cultural ainda é mais. A determinada altura, achei que tinha de me desligar disso tudo e fazer o que me apetecesse. Amor é uma provocação a uma sociedade que se leva demasiado a sério. É quase uma constatação da nossa (e da minha) irrelevância. As pessoas levam-se muito a sério. No entanto, a maioria dessas pessoas é muito pouco talentosa (porque não há assim tantas pessoas talentosas) e acham que têm um desígnio, um caminho diferente, o que é normal. Mas esse caminho é quase sempre diferente daquilo que elas imaginam porque é feito pelo que a vida propõe em cada momento. O livro começou por se chamar Luz de Presença, que, na minha opinião, é um título obviamente mais interessante e que tem mais que ver com isto do que propriamente o título Amor. Mas, finalmente, pensei «Não, vou mesmo provocar e fazer uma coisa completamente diferente». Seguramente, as pessoas que não leram o livro e olharam apenas para o título na capa viram-no como um livro próximo da auto-ajuda. Foi muito engraçado vê-lo nas (secções de) Espiritualidade e Auto-ajuda em várias livrarias. Fiquei contente por isso – é sinal de que é como eu, incatalogável – pois, na minha opinião, parece-me o contrário de um livro de auto-ajuda.

 

Talvez isso se deva ao facto de resultar da introspecção?

Tento partir sempre da pergunta e não da resposta. Não há aqui nenhum segredo para se ser feliz.

 

A felicidade é um horizonte volátil?

Completamente volátil e que nos condena a esbarrar contra a parede. Porque eu acredito na felicidade enquanto procura, mas é impossível encontrarmos a felicidade em termos absolutos, é impossível sermos felizes num mundo tão desigual, onde tanta gente não tem condições. Parece que quem inventou isto não pensou muito bem.

 

Confunde-se felicidade com satisfação?

Claro. Isso tem também muito que ver com o tempo. Vivemos, cada vez mais, de satisfação em satisfação. O que nos interessa é

Entrevista com Luis Osorio na Pensao Amor
Crédito: Rodrigo Cabrita

estarmos satisfeitos internamente em permanência e isto tem contaminado toda nossa forma de estar, de pensar e de fruir. É difícil encontrarmos livros, peças de teatro, filmes que não estejam contaminados por uma certa tentativa de oferecer às pessoas aquilo que elas querem. Mas a arte, na sua dimensão maior, é uma coisa bastante arrogante porque os artistas têm de pensar que têm de oferecer às pessoas não aquilo que elas querem mas aquilo de que precisam ou aquilo que cada um dos artistas precisa sem saber o que aquilo significa depois. Ora, eu achar que vou fazer um livro de que as pessoas precisam é uma ideia muito fascista e arrogante. Mas, de facto, é essa megalomania dos artistas que faz a arte ir mais além – é formular uma pergunta que ainda não foi perguntada, é antecipar um caminho que ainda não foi percorrido sem se saber se existem pessoas para ouvirem e seguirem o caminho que o artista segue.

 

O consumo não aniquilará o amor, ainda que de forma não intencional?

Sem dúvida. O amor é sempre um conceito que se aproxima mais desta ideia de preenchimento e de imortalidade. Uma relação de amor não tem de ser uma relação amorosa no sentido habitual do termo mas uma relação filial. Quando se é mãe, houve um filho que cresceu dentro dela, o que é incrível. Isto pode ser um lugar-comum mas não é por isso que deixa de ser verdadeiro. Sermos bons pais não faz de nós pessoas boas. Um monstro pode amar os seus filhos; geralmente, ama os seus filhos.

 

E quem não ama os seus filhos pode não ser um monstro.

Exactamente. Nesse sentido, o amor e o consumo são contraditórios. Não é possível vermos e apostarmos numa relação e colocarmo-nos num patamar estrictamente terreno, como se tudo fosse troca ou tivesse de ter um valor específico. Quando amamos verdadeiramente, nada disso é importante, pelo contrário – quando amamos verdadeiramente, temos a sensação de renascermos de outra maneira, há este espaço de reconstrução, de renascimento do nada, há esta ideia de matar e anular tudo aquilo que existia antes.

 

O seu programa televisão Portugalmente era um programa de amor pelo que tinha de procura e atenção pelo que não estava debaixo do foco.

O Portugalmente nasce de uma ideia. Lembro-me de o Martin Scorcese dizer, numa entrevista, por alturas da estreia do Kundun (que, para mim, foi um falhanço), qualquer coisa como “É a minha tentativa de filmar o que não se vê”. Naquela altura, aquilo fez-me muito sentido, ir ao encontro daquilo que se está a viver apesar de estar oculto, de uma realidade que está na nossa frente mas que, por distracção e por todas as lógicas que nos moldam o olhar, não vemos – podemos perceber a sua essência e filmá-lo. Esse é um acto de amor no sentido de curiosidade, de procura incessante do outro. Quando perdemos a curiosidade em relação a uma pessoa deixamos de amá-la. Acho que deixei de fazer entrevista exactamente por isso, porque perdi a curiosidade pelas pessoas. É muito importante mantermo-nos alerta e despertos.

 

Foi-se a curiosidade ou aquela forma de curiosidade?

Foi-se a curiosidade naquela forma, obviamente, porque continuei a fazer coisas. Tenho uma profunda curiosidade e um profundo amor pelas pessoas não as suportando muitas vezes. Frequentemente, não suporto a intolerância, a estupidez, o fascismo encapotado de quem diz que não o é e acaba por ser o primeiro a revelar-se. Mas depois tenho um amor e uma curiosidade por todas as pessoas, até prova em contrário. É preciso ver que, durante anos, fiz entrevistas semanais, o que causou um desgaste grande. Às tantas, percebi que passei a ter uma fórmula. Quando se tem uma fórmula, é melhor parar porque não se está a seguir o caminho certo. Fui, durante três ou quatro anos, comentador político na SIC e, a partir desse momento, constatei que aquilo que eu estava a dizer sobre os mais variados assuntos, desde a diferença entre a esquerda e a direita na política europeia até à piada de um ministro sobre o Tony Carreira (sobre os quais tinha de ter opinião), eram coisas que eu não conhecia, eu não sabia do que estava a falar. Um comentador político não sabe o que está a dizer, não tem tempo mas tem de interpretar um papel, tem de ser protagonista. Porque, se não for protagonista, na televisão, parece que não existe e que tem menos influência. E eu também estava com um raciocínio e uma retórica que me transformavam naquilo que criticava nos outros. Por isso, achei melhor parar e não aparecer mais na televisão.

 

O amor é liberdade?

As pessoas olham para a liberdade como sendo aquilo que nos falta. Esse não é o meu conceito de liberdade. Aí talvez o meu percurso, que é bastante politizado, embora não o pareça nos últimos anos, tenha influenciado muito a minha ideia de liberdade, que, não sendo sempre uma ideia colectiva, não pode deixar também de o ser.

 

Não será pessoal?

Também é. Mas é impossível fazermos a viagem interior, de que falo muitas vezes, sem passarmos por perdas e derrotas – a menos que tenhamos uma enorme consciência social e política. Talvez essa introspecção seja indispensável e essencial para abraçarmos o mundo. A liberdade é também estarmos disponíveis para abdicar de certas coisas a favor do colectivo. Se fossemos livres sem nenhum constrangimento não existiria a possibilidade de sermos livres colectivamente porque a soma das liberdades individuais não é igual à soma das liberdades colectivas. Temos de abdicar de algo de nós para que haja harmonia e para que essa viagem seja proveitosa. Mas sem abdicarmos de nós e da nossa diferença. St. Exupéry diz que amar é olharmos na mesma direcção. Eu acho exactamente o contrário. Amar é podermos olhar em direcções diferentes, ideia extremamente estimulante para mim. Há um pensamento no livro que diz que amar é “adormecermos de mão dada e depois sonharmos cada um o seu sonho”, haver dois que olham na mesma direcção sem haver uma predominância. Se calhar, há casos excepcionais em que isso não acontece, mas eu não acredito muito na existência de almas gémeas. As pessoas têm caminhos diferentes que podem ser complementares. Cada caminho pode ser feito com outras pessoas – aquelas com quem se escolhe estar, a família, as pessoas que encontramos em cada momento – mas é feito por nossa conta.

 

Lá está, em última instância, é um caminho solitário.

Estamos por nossa conta porque, no limite, essa viagem interior é, certamente, influenciada por muitas coisas, por tudo o que vivemos. Mas é uma viagem nossa.

 

Estamos condenados a ser livres, como diz Sartre?

Estamos sim. E isso nem sempre é bom.

 

Entrevista com Luis Osorio na Pensao Amor
Crédito: Rodrigo Cabrita

Fica-se com a sensação de que Amor não é sobre o amor mas sobre a vida e a ideia da morte.

Sim. A ideia de morte está muito presente em mim, não por ser pessimista ou sentir o peso do mundo nas costas, que nunca senti, mas a morte é predominante. Não poderia fazer um livro de pensamentos, que, no fundo, tenta encontrar fórmulas (do amor, de Deus, do bem e do mal) sem falar da morte. Estas são as questões essenciais, que existem desde sempre, e às quais regressamos sempre. Todas as pessoas que proporcionaram a minha existência já morreram entretanto, e foi tudo, realmente, muito feio. Morreram, grande parte delas, antes do tempo médio de vida. Vivi com a doença do meu pai a vida toda – desde os meus 14 anos que pensava que o meu pai morreria na semana a seguir. A morte da minha mãe foi muito rápida. A minha tia, pessoa que me criou, e as minhas avós morreram. O que se calhar é chocante para algumas pessoas é que, com a excepção da minha avó materna, isso foi muito natural para mim. Um filho morrer antes de nós é que nunca é natural. Sermos pais ou mães é vivermos com esse medo em permanência. Quando os nossos filhos eram bebés, sonhávamos que estavam a cair mas, no nosso inconsciente, eles estarão sempre a cair. No entanto, a ideia da morte não é necessariamente má porque ela constitui o pretexto de que necessitamos para sermos maiores. A tal viagem interior de que falo, não é possível fazê-la com tanta intensidade sem a perda. Dentro de mim, tenho um cemitério privado com pessoas que continuam vivas.

 

Não será antes um panteão?

Não sei… É útil que os nossos pais morram. É útil para todos. Só não é útil que os nossos filhos morram. Quando os pais morrem, estamos mesmo por nossa conta. Para a viagem ser completa, em algum momento do percurso – idealmente, o mais tarde possível – vamos ter de ficar sem os pais. Sobretudo, teremos de ficar sem a mãe, que é sempre mais fundadora, sobretudo para um homem. Sei que é politicamente incorrecto dizer isto nesta altura. O General Ramalho Eanes, que entrevistei no 25 de Abril, 25 Portugueses, dizia “Na guerra, vi muitos homens a morrer e não me lembro de nenhum que, naquele tempo entre a vida e a morte, não gritasse pela mãe”. A mulher tem a capacidade que, infelizmente, o homem não tem de gerar vida.

A morte é útil porque nos permite completar a viagem sem sair a meio. As viagens têm estações e apeadeiros e nós precisamos deles. Senão, vamos dar a volta à Feira Popular mas não passamos pelos sítios essenciais.

Entrevista com Luis Osorio na Pensao Amor
Crédito: Rodrigo Cabrita

 

A Feira Popular é mencionada várias vezes no livro. O que é que ela representa?

A Feira Popular é um bocado como o recreio da nossa escola primária – se, porventura, lá voltássemos agora, parecer-nos-ia um espaço pequeno apesar de, outrora, nos ter parecido grandioso. Basta consultarmos livros de história e os testemunhos de várias pessoas para compreendermos que o seu período é o pior de sempre na História. Isto verifica-se, sobretudo, quando as pessoas se aproximam daquela parte da viagem em que já estão mais perto da morte, tendendo, por isso, para o saudosismo. O saudosismo não é mais do que esta urgência de poder ter mais uma hipótese de se ser criança ou jovem, voltar atrás e entrar numa porta onde não se entrou. A ideia de que não nos cumprimos, estamos a envelhecer e não há possibilidade de voltar para trás torna-nos, inevitavelmente, saudosistas. Por isso é que ouvimos a música dos nossos 20 anos ou olhamos com saudade para momentos políticos que até são abomináveis – porque se era jovem. Muita gente fala do tempo do Salazar como se nesse tempo é que fosse bom, não com sinceridade, apesar de se convencerem de que sim. O que, na verdade, estão a dizer é que, nesse tempo, tinham toda a vida pela frente e agora está-se tudo a acabar e não se fez nada do que se queria e, se calhar, a culpa é mais dos outros e do sistema do que do próprio.

 

Porque é que este livro, escrito por um homem de 44 anos, parece escrito por um velho?

Porque me sinto velho. 

5 thoughts on “RECORDE: Entrevista a Luís Osório – Incatalogável

  • 3 de Março de 2017 at 19:38
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    Gostei bastante da entrevista ( questões e respostas ) realçando ” Não será pessoal? “. Julgo conhecer bastante o Luís, apesar de ser uma amizade virtual. Pessoalmente estive breves momentos, por duas vezes, com ele. Tenho seguido os seus trabalhos múltiplos. Tenho e li os seus livros e comento muito do que escreve.

    Conheci pessoalmente o Pai, de quem fui amiga. Gosto da família que conheço. Gosto do Luís.

    O facto de termos 33 anos de diferença não impede algumas de pensamento, mas também opiniões diversas . É, exactamente, nesta diversidade, que as palavras do Luís me desafiam quase sempre. Apesar dele não acreditar na felicidade, mas só na procura , é minha convicção que a encontrará. Não no absoluto, mas em muito da sua vida.

    Felicito ” Ondeir ” e fiquei a ” Gostar ” da Página. Que a Vossa vida seja de boas realizações.

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  • 3 de Março de 2017 at 20:12
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    “Parece que quem inventou isto não pensou muito bem” ou “dentro de mim tenho um cemitério privado de pessoas que continuam vivas” para citar duas citações , entre as muitas que me impressionaram. Teve uma vida muito cheia, por isso o sentir_se velho tão novo mas com as mãos cheias de tanto. Gostei.

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  • 4 de Março de 2017 at 1:05
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    Incatalogável mesmo. Gostei muito.
    Parabéns pela entrevista e pelas fotos.

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  • 4 de Março de 2017 at 12:19
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    Não se é velho porque se sente “como um velho”, porque se pensa “como um velho”. A vida, a abertura da mente à vida, com clareza, com olhos e coração abertos, mostram a vida vista “por um velho”. A velhice… Traz precisamente, e também, a clareza das “coisas”, sejam elas mesmo coisas ou sentimentos. Velhice não é mesmo sinónimo de tempo.
    Ter a mente aberta para aceitar verdades, formas de encarar e ver a vida, clareza na mente para observar o real. O Luís tem as características que um novo deve ter… Mas abertas para ver o que os velhos veem.
    E o amor, o amor de que todos falam e escrevem, como o faz, também, o Luís, não é realmente visível e até os actos o perturbam.
    Este amor, tão falado, vive fora de nós e nem sequer o coração o sente. É superior. Esse outro amor dos homens está nas palavras do Luis. claro e definido.
    Obrigada Luís.
    Parabéns pela”velhice”.

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  • 5 de Março de 2017 at 22:33
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    Gostei muito da entrevista.
    Parabéns.

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