México, Déjate llevar

Praias de areia branca, mar azul-turquesa, recifes de corais, vegetação luxuriante e boa comida. Também por aqui pode ser visitado e apreciado um dos maiores recifes do mundo e mais de 10 mil cenotes, lagos formados por águas subterrâneas. Tudo bons ingredientes que fazem da Península de Yucatán o local ideal para umas férias, sobretudo para quem apenas quer descansar e desfrutar de uma total calma e tranquilidade. Com uma temperatura média de 25.º, mesmo no inverno fazer praia por aqui não tem erro. Além de hotéis de grande qualidade existem ainda locais para provar a comida local e para fazer compras. Playa del Carmen congrega os melhores restaurantes, lojas e centros noturnos, na sua grande maioria localizados na “famosa” 5.ª Avenida. Recomendo um passeio ao final da tarde (até porque o sol se põe cedo) nesta extensa avenida e sentir o pulsar desta povoação, os seus cheiros e as suas cores.

Tulum

No entanto, para além das belas praias de águas tépidas e de um azul deslumbrante, a Península de Yucatán proporciona toda uma experiência de luxo que vai muito para além das praias. O Yucatán é delimitado pelo Golfo do México e pelo Mar das Caraíbas e é uma das zonas mais ricas do México, quer a nível histórico e cultural, quer a nível dos recursos naturais. Foi esta riqueza que levou os povos aqui residentes a tentarem a sua independência, que conseguiram por duas vezes – uma durou duas semanas, outra 48h! É por tudo isto que este é também o local ideal para quem gosta de uma boa dose de cultura e de partir à descoberta dos mais variados vestígios de antigas civilizações, neste caso em particular da civilização maia. Confiram abaixo algumas das maravilhas mais surpreendentes que poderá encontrar por estes lados.

7 Coisas a fazer numas férias na Riviera Maia que não envolvem praia nem espreguiçadeira

Chichén Itza1.Visitar as ruínas maias de Chichén Itza

Chichén Itza é um dos sítios arqueológicos mais famosos do Mundo e é considerada uma das Sete Maravilhas do Mundo e Património da Humanidade pela Unesco. Foi o centro político e económico de toda a civilização Maia e aqui se encontram algumas das mais bem preservadas ruínas do México e uma das mais famosas pirâmides, a Pirâmide de Kukulcán.

2. Explorar Playa del Carmen

Playa del Carmen é uma mini cidade com muita cor e vida. Por aqui é possível provar a típica comida local e aproveitar para comprar alguns souvenirs e artesanato. O coração da cidade passa pela 5.ª Avenida, o local ideal para um passeio ao final da tarde e sentir o pulsar desta cidade, os seus cheiros e as suas cores.

3.Nadar num cenoteCenote IK-kil

Cenotes são lagos naturais, que ocorrem devido à erosão de calcário, criando enormes buracos no solo que se enchem de águas doces que sobem do subsolo. IK-kil tem um dos mais famosos, localizado 30 metros de altura da superfície e 50m de profundidade. É um espaço exuberante de verde e natureza.  A sua altura e profundidade fazem deste cenote o local ideal para o Red Bull Cliff Diving World Series que todos os anos aqui tem lugar.

Tulum14. Visitar as ruínas de Tulum

Tulum é o local arqueológico de uma antiga cidade maia, muralhada, construída junto ao mar, entre o Golfo do México e o Mar do Caribe. Tem uma das mais inigualáveis vistas sobre o azul Mar do Caribe. Tulum era um importante porto de pesca e um porto comercial, para as trocas efetuadas com as cidades da região.

5. Subir à pirâmide das ruínas de Coba

Esta é uma experiência floresta adentro até a uma civilização há muito perdida. Aqui é possível subir à pirâmide de No’hoch, a mais alta do Yucatán (42 metros de altura e mais de 45º de inclinação). Do topo é possível contemplar a exuberante panorâmica da selva e dos vestígios arqueológicos deste lugar.

6. Visitar os parques temáticos naturais

Xel-Há é um parque aquático onde é possível fazer snorkel junto de peixinhos coloridos, nadar com golfinhos, descobrir toda uma vasta diversidade ecológica num cenário de beleza única, entre muitas outras atividades mais ou menos radicais.

Xcaret é um parque eco arqueológico e foi durante mais de 10 séculos um dos centros cerimoniais mais importantes da cultura maia. Hoje é um importante canal de divulgação da cultura maia, proporcionando momentos de muita diversão para todas as idades.

Xplor é uma viagem a um mundo subterrâneo único no coração da Riviera Maia. Aqui é possível ‘voar’ por cima de rios em mais de 3km de tirolesas, nadar num rio subterrâneo com estalactites, descer o rio em jangadas insufláveis e andar de carros anfíbios.

Tankah Pueblo

7. Visitar Tankah Pueblo

Neste local vive uma verdadeira comunidade maia que mantém ainda as suas casas de madeira e lama tradicionais, fala a língua nativa e mantém as suas tradições praticamente intactas. Aqui é possível experienciar a verdadeira cultura maia através da comida, da visita ao local e de toda a zona natural envolvente (fauna, flora e os cenotes).

8.Assistir ao espetáculo e dançar no Coco Bongo

O Congo Bongo é uma experiência sensorial absolutamente inacreditável. O espetáculo tem a duração de 5 horas (23h as 3h30) mas nem damos pelo tempo passar. Mais de 40 artistas e acrobatas em palco que reinterpretam de uma forma muito própria desde o clássico Fantasma da Ópera até ao futurista Thor. Pelo meio passam o Batman, o Spiderman e o 007, entramos no espetáculo do Cabaret e do Chicago, assistimos ao concerto de algumas das maiores divas e estrelas da pop mundial e prestamos homenagem aos grandes Freddy Mercury e Michael Jackson. Tudo sem perder o beat e num registo non stop.

 

Algumas notas a saber antes de embarcar:

  1. A comida é mais do que apenas guacamole e tacos: os grelhados e peixes são de excelente qualidade, assim como algumas frutas.

Playa del Carmen1

  1. Não comprar o artesanato local nas zonas óbvias como Chichén Itzá, Coba ou locais similares. São mais caros e pouco “artesanais”. Procurem as lojinhas de beira de estrada ou nas povoações como Playa del Carmen. Aqui podem encontrar tecidos pintados, cerâmica, estátuas de madeira e afins.

 

  1. Não beber água da torneira: A água não é de confiança. Beber apenas água engarrafada

 

  1. A época em que está melhor tempo é entre janeiro e abril: esta é a época seca a mais indicada para visitar o país.

 

  1. CobaNão é possível subir a pirâmide de Chichén Itzá: por questões de proteção do património deixou de ser possível subir à mais famosa pirâmide da Riviera Maia. Para experimentar subir a uma pirâmide, então a melhor opção é mesmo Coba onde se localiza a única pirâmide que ainda permite a subida.

 

  1. Dinheiro: a moeda oficial é o peso, mas em quase todos os locais aceitam dólares e até euros. Apenas recomendo cuidado com o troco. Se pagar em euros ou dólares exija o troco na mesma moeda.

 

  1. Tomadas: não esquecer de levar adaptador de corrente.

 

  1. “Propina”: não chateiam a pedir gorjeta (aliás a norma é só dar gorjeta se se ficar satisfeito com o serviço) mas são de uma forma geral tão atenciosos e bem-dispostos que dá vontade de retribuir.

 

  1. Fuso horário: São menos 6 horas que em Portugal. Nos primeiros dias é duro, acordamos às 4h da manhã cheios de energia! O sol nasce pelas 6h e esta é a hora ideal para um passeio pela praia. Como o sol também se põe cedo (pelas 17h já é de noite) é entrar no ritmo, acordar cedo e aproveitar o dia ao máximo.

 

 

Por Sónia Dias

Blog de Viagens | Travel Random Notes

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