Olhares do Mediterrâneo arranca esta quinta-feira

De 28 de setembro a 1 de outubro, há mais de 50 filmes para descobrir no Cinema São Jorge, em Lisboa. Uma viagem pelo mediterrâneo sem sair da sala de cinema.

Só dois dos 52 filmes são realizados por homens. No festival de cinema Olhares do Mediterrâneo é o toque feminino que faz a diferença do lado de trás da câmara de filmar. Não faltam bons motivos para sair de casa de 28 de setembro a 1 de outubro e ir ao Cinema São Jorge, em Lisboa. Além dos filmes, há debates, exposição e um concerto.

“O nosso objetivo é mostrar filmes que reflitam o olhar das mulheres sobre o mundo em que vivem. Mulheres e homens vivem de forma diferente os mesmos mundos sociais. Por essa razão, têm olhares diferentes sobre o que os rodeia. O nosso interesse é o de mostrar essa diferença de olhares sobre a realidade”, contam Antónia Pedroso de Lima e Sara David Lopes, organizadoras do festival.

Essa realidade de que falam é a bacia mediterrânica, de onde vêm os filmes. Depois de serem submetidos, todos eles são vistos e debatidos pela equipa, até que se chega a uma seleção final: o mesmo é dizer, uma viagem por 17 países tão diferentes como Argélia, Croácia, Eslovénia, Israel, Itália, Marrocos, Palestina, Tunísia ou Turquia.

É deste último país, a Turquia, que vem o filme de abertura da quarta edição do Olhares do Mediterrâneo: “The Nurse” de Dilek Çolak, exibido a 28 de setembro. Trata-se da história de uma enfermeira obcecada pelo seu peso, maltratada pelo marido. Depois de assistir ao primeiro filme, é só deixar-se levar pelas sugestões. O leque de temas é variado e, como não poderia deixar de ser, ditado pelas preocupações dos trabalhos e seus realizadores.

“Este ano, entre outros, destacamos a igualdade de género, a violência doméstica, questões relacionadas com a deficiência e a velhice, preocupações das crianças e dos jovens, os efeitos da crise nas famílias, o habitual regresso às origens. E as migrações forçadas, claro”, dizem Antónia Pedroso de Lima e Sara David Lopes.

Para os que apreciam cinema português, há seis filmes na lista. As organizadoras preferem não destacar nenhum porque todos se podem sagrar vencedores nas respetivas categorias. A título de exemplo, “Setembro” de Leonor Noivo e “Rampa” de Margarida Lucas integram a competição geral.

“Mostrar cinema feito por mulheres, tal como a exibição de outras formas de participação de mulheres na vida pública, é necessariamente uma forma de despertar consciências e de mostrar que as mulheres participam de forma igualitária neste domínio”, defendem ao Onde Ir.

A entrada custa quatro euros para cada filme e há promoções para os que quiserem comprar um pacote para várias sessões. O programa completo do Olhares do Mundo pode ser consultado aqui: http://www.olharesdomediterraneo.org/olhares-do-mediterraneo-4a-edicao/

 

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