Paulo Gonzo diz-nos quem é no novo disco

“Diz-me” é o novo disco onde Paulo Gonzo reúne os amigos depois de “bons acidentes de percurso”. Fresco, bonito, com nuances musicais muito interessantes, define o músico. E, sem hesitar, deixa uma sugestão de destino a visitar em Portugal.

Por Wilson Ledo

É com uma voz rouca familiar que Paulo Gonzo se faz sentir do outro lado do telefone. Perguntamos-lhes o que esperar do novo disco, de seu nome “Diz-me”. “Podemos esperar tudo”, responde.

Não é exagero. Num único trabalho há pop, blues, tango ou um dueto com uma “fadista de gema”. Para isso, Paulo Gonzo não está sozinho e traz Raquel Tavares, Mario Biondi, Boss AC, Jorge Palma ou Diego El Cigala.

Apesar de tanta gente, este não é um disco de duetos, ao contrário do anterior, há dois anos. “É um disco ao sabor da corrente” ou “de bons acidentes de percurso”, acaba por explicar. Tanto que obrigaram a abdicar de outras oito canções originais que já estavam compostas. “Não faço tábua rasa de uma ideia. Se o que eu acho é espontâneo e é bom, aproveito”, justifica.

“Amor Maior” com Raquel Tavares nasceu de uma encomenda para um genérico de telenovela. “Longe” com Boss AC foi fruto de um encontro num avião, à vinda de Boston. Já com Mario Biondi e “Hey Girl”, Milão foi o cenário.

“É um disco fresco, um disco bonito, com nuances musicais muito interessantes”, orgulha-se o cantor. “Diz-me” tem um nome simples, que acaba por definir o conjunto de temas que integra. “Os títulos aos discos são sempre a última coisa a pensar. Andei ali a dar voltas e voltas”, confessa.

Nos concertos, a recepção tem surpreendido Paulo Gonzo. “As pessoas cantam todos os temas deste novo disco ao vivo. É extraordinário”, conta. Um desses temas fica agora mais próximo do público: “Quem Sou” fala sobre aceitar as diferenças e teve direito a novo vídeo no Youtube esta semana.

 

Paulo Gonzo não revela temas preferidos neste novo trabalho. “É como ter dois filhos e escolher entre um”, escusa-se. E o que gostaria ainda de fazer na música? “Tudo, meu caro amigo, tudo”.

Antes de desligarmos, e como somos do Onde Ir, pedimos ao cantor uma sugestão para visitar neste país que tão bem conhece com os concertos e a vida de estrada. Paulo Gonzo não hesita.

“Recomendo já a zona norte, aquela zona do Douro, que é extraordinária. Eu vim de lá anteontem. Foi com imensa mágoa que vi o que se sucedeu do norte do país até ao sul. Está tudo queimado. É [preciso] não branquear, ir ver e ter uma opinião séria sobre essa história [dos incêndios]”, aponta.

A sua sugestão é uma viagem para abrir consciências, como a própria música. 

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