Phi Phi, paraíso tailandês

As ilhas Phi Phi são consideradas por muitos um dos paraísos na terra e um local de passagem para quem visita a Tailândia. Ficam a cerca de 45 minutos de lancha ou 90 de ferry do continente – Phuket ou Krabi. São seis ilhas, na sua maioria desabitadas e selvagens e as duas ilhas maiores e mais conhecidas são Phi Phi Don e Phi Phi Leh, mas apenas Phi Phi Don é habitada e permite a permanência de turistas.

São ilhas de águas cristalinas e tépidas, com gigantes paredões de rocha, areias brancas e finas, corais e espécies de peixes sem fim. Quem primeiro desbravou estas ilhas foram os alpinistas que escalaram os seus enormes paredões de rocha (dos maiores do mundo) e os mergulhadores que procuravam a rica fauna e flora marinha. As ilhas são verdadeiramente um presente da natureza.

Uma das mais famosas é Ko Phi Phi Leh onde fica a famosa Maya Bay, a ilha que ficou imortalizada no filme “A Praia”, um dos vários tesourinhos deprimentes da carreira de Leonardo DiCaprio. À conta deste filme a praia faz parte de todos os circuitos e é passagem obrigatória, o que faz com que esteja sempre amontoada de pessoas (exceto se conseguirem ir muito, muito cedo). No entanto, a praia é verdadeiramente espetacular com os paredões rochosos que abraçam a baía. Maya Bay faz parte de uma reserva natural, o que significa que não se pode ficar na ilha por mais de um dia, e temos que pagar uma taxa para entrar, no entanto dezenas de barcos chegam todos os dias com multidões de pessoas, tentando obter a foto perfeita. Quando nos afastamos da praia e penetramos no interior da ilha é possível encontrar uma paisagem luxuriante, com muito verde, e desembocando em pequenas baías e recantos de águas tão transparentes que parece mentira. A praia é de areia fina, tão fina que parece farinha, e as suas águas são das mais cristalinas que tive a oportunidade de ver.

Outro dos locais que destaco é a Baía Pileh, também em Ko Phi Phi, junto da qual é possível fazer mergulho ou snorkel. Esta zona é absolutamente de tirar o fôlego. A cor da água oscila entre um azul forte, completamente transparente, e um verde tão claro que com os reflexos do sol quase fica branco. Tudo isto, rodeado pelos tais gigantes paredões de rocha que por um lado nos intimidam e por outro nos atraem e fascinam. É das zonas mais arrebatadoras das Phi Phi. O mergulho ou snorkel nesta zona é fabuloso. Além da água ter uma temperatura mais agradável (para o fresco), tem uma enorme riqueza de espécies de peixes, corais únicos e frágeis e a sensação de liberdade de nadar numa zona ampla, com os peixes à nossa volta é inesquecível.

No entanto nos últimos anos, as ilhas Phi Phi têm sido vitimas da sua beleza e da sua fama.  Anualmente milhares de pessoas visitam estas ilhas, muitas delas com consciência zero, deixando lixo e marcas de uma visita abusiva e pouco cuidada. Ko Phi Phi, como são conhecidas, sofrem de um desenvolvimento em massa e são simplesmente demasiado pequenas para lidar com todas as pessoas que as visitam e esse impacto é visível. Por isso se decidir fazer as suas férias na Phi Phi ou apenas uma visite é importante que tente não deixar qualquer marca da sua passagem, exceto pegadas na areia.

Não esquecer Bangkok

Já que estamos pela Tailândia, e dado a viagem de 14 horas que é necessária para lá chegar, recomendo uma primeira paragem por Bangkok, a sua inebriante e agitada capital. Os voos internacionais passam todos por aqui, pelo que é o local ideal para começar a visita antes de seguir mais para sul em direção às praias.

Localizada nas margens do Rio Phraya, Bangkok é uma cidade caótica e desorganizada, mas ao mesmo tempo inebriante e intensa.  Tem uma população de 9,5 milhões de habitantes, que fazem dela uma das mais congestionadas e poluídas do mundo, contrastando com o resto do país que ainda se mantém essencialmente rural. É uma cidade moderna, mas onde as tradições ainda são importantes e onde os templos tradicionais se misturam com os modernos arranha-céus. Conhecida como Krung Thep “Cidade dos Anjos”, uma forma abreviada do nome que contém 150 letras.

Bangkok tem muito mais para ver e a dimensão da cidade torna difícil descobrir todas as surpresas que tem para nos oferecer, mas os seus Templos brilhantes e grandiosos convidam a uma visita, assim como a zona velha e a antiga Chinatown.

A Cidade Velha é o coração espiritual e histórico da cidade, onde podemos encontrar os principais templos, os mais antigos e os mais grandiosos. Conhecida como Rattanakosin, foi aqui que Rama I fundou a sua nova capital e aqui construiu o Grande Palácio e o mais importante templo tailandês, Wat Phra Kaeo, onde se encontra o Buda de Esmeralda, que na verdade é feito de jade e tem apenas 66 cm de altura.

Chinatown caracteriza-se pelos seus mercados e pela rua pedonal, Sampeng, (na verdade é quase um túnel) onde o comércio se estende dos dois lados. Estava localizada onde é agora a Cidade Velha, mas quando o rei Rama I mudou a cidade para esse lado da cidade a comunidade chinesa ali instalada foi realojada. Esta é uma das zonas mais pitoresca, cheia de cores, cheiros e animação.

 

Guia Prático
Como ir: existem voos regulares de Lisboa com escala em diferentes locais, mediante a companhia aérea. A viagem é longa pelo que recomendo levarem entretenimento. Este é o principal custo que terão com esta viagem, mas se for marcado com grande antecedência, idealmente 6 meses a 1 ano, é possível encontrar preços mais acessíveis.

Onde ficar: os hotéis são relativamente baratos, mesmo nas zonas mais turísticas da Phi Phi e é possível encontrar resorts com bungalows mesmo na praia por preços que nem acreditamos. Em Bangkok o mais difícil é escolher a zona onde ficar, dada a dimensão da cidade.

Como se deslocar: nas ilhas existem pequenos barcos locais e bem negociados vos levam a todo o lado. Em Bangkok a pé ou de Tuk Tuk, sempre negociando o preço antes.

Quando ir:  A melhor altura para ir é durante os meses de novembro a fevereiro, a época mais fresca do ano (mesmo assim com temperaturas sempre acima dos 30º). Os meses de março a maio são insuportáveis de calor e de junho a outubro é a época das chuvas.

Importante saber:

Os Tailandeses têm grande respeito e orgulho na sua monarquia e não admitem desrespeito ao rei nem à família real.

Nos templos (Wats) é muito importante respeitar as regras e manter alguma descrição quer na forma de vestir, quer no comportamento. São locais sagrados para os tailandeses e eles levam muito a sério qualquer falta de respeito. As regras são simples: silêncio, cobrir ombros e joelhos e entrar sempre descalço.

Andar de elefante é uma pratica muito comum, mas completamente errada! A história destes animais é, na sua maioria, triste e exploratória. Foram abandonados após o fim do de abate de árvores e transformados em atrações turísticas, onde sofrem autênticas atrocidades. Por favor não andem de Elefante! Conheçam o  Elephant Nature Park , um centro do salvamento e reabilitação de elefantes e descubram mais sobre os maus tratos a que estes belíssimos animais são sujeitos.

 

Por Sónia Dias

Blog de Viagens | Travel Random Notes 

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *