Ricardo Diniz

É conhecido como Navegador Solitário. Em 2014 atravessou o Oceano Atlântico em veleiro rumo ao Brasil para levar a bandeira de Portugal à seleção nacional de futebol durante o Mundial da modalidade. Quarenta e dois dias de expedição, com paragem na Madeira e em Cabo Verde, numa viagem que o fez chorar quando chegou ao destino. Lutador nato, transforma a sua experiência em palestras um pouco por todo o mundo. No Onde Ir ficam as sugestões de quem já “percorreu” meio mundo.

Qual o seu país preferido para viajar?

Já estive em mais de 50 países, incluindo alguns nas Caraíbas, Estados Unidos da América, na zona do Mediterrâneo e sinceramente todos eles têm o seu fascínio, no entanto e inquestionavelmente, no topo da lista está Portugal. Cada vez mais sinto que tenho muito a explorar, muito a aprender e sinto-me imensamente inspirado por ser de um país como Portugal, que tem tanta coisa maravilhosa. Ainda há poucos dias, um grupo de amigos que conheci numas férias em 2004, estavam a planear fazer novas férias todos juntos e falou-se na Grécia e em Maiorca, e eu disse, meus amigos não contem comigo. Já foram aos Açores? Já foram a todas as ilhas dos Açores, à Madeira, ao Porto Santo?

Temos muito para explorar e portanto a minha prioridade continuará sempre a ser Portugal e é aqui que eu quero viver, explorar e passar férias. Penso que nem em 10 vidas conseguiria captar e aprender tudo o que há sobre a história, a cultura e os mistérios de Portugal.

Que hotel sugere (em Portugal ou no estrangeiro)?

Adoro hotéis e realmente há vários hotéis em Portugal, em especial, que eu considero uma segunda casa e passo bastante tempo – dependendo da minha agenda, chego a passar mais tempo em hotéis do que em casa. Por exemplo, em 2014 depois de fazermos as contas não dormi em casa nem 40 noites. Portanto, dependendo do que eu tenho em linha de produção e dos projetos, passo mais ou menos tempo em hotéis.

Não tenho escritório há sete anos e durante este tempo tenho feito de alguns hotéis os meus escritórios. Gosto muito de ir para hotéis do Grupo Altis, gosto muito do Bairro Alto Hotel e gosto muito do Valverde Hotel, na Avenida da Liberdade. No entanto, absolutamente topo da minha apreciação, admiração, de ficar de boca aberta e deslumbrado é o The Yeatman, em Vila Nova de Gaia. É um hotel absolutamente genial na sua concepção, no seu bom gosto, nos seus pormenores, na vista que tem sobre o rio Douro e sobre o Porto.

Melhor sitio para comer?

O melhor sítio para comer é onde eu estiver com algo para cozinhar, eu sou muito prático e gosto muito de ser eu a preparar os meus alimentos para mim e para a minha família. Já gostei mais de ir a restaurantes, mas ao ser cada vez mais exigente com a minha forma de comer, por ser vegan (sem contar com um pastel de nata aqui e ali), realmente os restaurantes perderam para mim alguma graça. Hoje em dia chego a restaurantes onde não posso escolher absolutamente nada. Gosto muito de comida indiana, para além da comida portuguesa que falo em todas as minhas palestras internacionais.

Que espetáculo ou filme sugere para ver nas próximas semanas?

Devia ir muito mais ao teatro do que vou, mas adoro cinema e há belíssimos filmes para vermos aí.

Melhor livro para ler?

Adoro biografias e o primeiro livro que eu li em toda a minha vida, sem contar o Tio Patinhas, foi a biografia do Martin Luther King e portanto dêem-me uma boa biografia e eu fico entretido. Curiosamente é quando eu estou no mar, nas minhas missões em solitário, que consigo ler mais. É bastante comum numa travessia do Atlântico, de 20 ou 30 dias, eu ler cerca de 4 ou 5 livros. E em terra por ano eu não leio 5 livros, entro e saio dos livros e não tenho esse hábito fácil de ter um livro e lê-lo até ao fim. Vou comprando livros, vou picando livros e é esse o meu estilo de leitura e fascina-me essas viagens que eu posso escolher entrando e saindo dos livros, completando muito poucos. É uma coisa que eu tenho de corrigir e otimizar. 

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