“Tivemos de reaprender quase todas as canções”

Os Sean Riley & The Slowriders fazem dez anos. Número redondo que vem cheio de aprendizagens e (re)descobertas. Estão agora na estrada com o álbum com que se estrearam, “Farewell”. “Está a ser uma viagem muito bonita”, conta Afonso Rodrigues ao Onde Ir. Por cada ano, uma pergunta diferente.

 Por Wilson Ledo

É um bocadinho irónico que um “Farewell” possa ser uma estreia. Há 10 anos quem eram os Sean Riley & The Slowriders?

Sim, é… mas também pode ser interessante dar o primeiro “olá” com um até sempre. Acho que os Slowriders eram exatamente as mesmas pessoas que são hoje na sua génese, as circunstâncias que os rodeiam é que mudaram drasticamente.

Surpreendeu-vos a reação tão calorosa?

Sim. Acho que não esperávamos qualquer tipo de reação porque nunca pensámos muito nisso mas a verdade é que correu realmente e inesperadamente bem.

Agora que estão a voltar a “Farewell”, o que está a ser mais interessante descobrir? Encontram alguma “beleza adicional” em canções que passaram mais despercebidas?

Sem dúvida. Há canções que abandonámos há imenso tempo e que hoje valorizamos imenso… Ao ponto de já nem saber bem como fomos capazes de as fazer. A “City of a Million Thrills” é um desses casos.

Tiveram de “reaprender” alguma das canções?

Quase todas! Tirando a “Harry Rivers” e a “Lights Out”, já não tocávamos nada do “Farewell” há anos.

Nos concertos agendados, os temas de “Farewell” vão estar em exclusivo ou preparam já alguma surpresa, como alguma “espreitadela” para uma canção do próximo álbum?

O concerto é única e exclusivamente a interpretação do disco. Eventualmente, se o público pedir – como tem pedido em todos os concertos – acabamos por voltar ao palco e tocar alguns temas de outros álbuns. Temas novos, para já, não existem.

Há algum álbum em preparação?

Não. Não sabemos ainda bem como vai ser o futuro da banda. Para já estamos focados nesta “tour” e depois logo percebemos.

O que sabe melhor: o palco ou o estúdio? Ou um não vive sem o outro?

Acho que sempre gostámos muito das duas coisas. São experiências e sentimentos muito diferentes. O ideal é mesmo poder desfrutar dos dois.

Já estão no terreno há umas semanas. Como está a ser, contando que há datas esgotadas?

Está a ser uma viagem muito bonita. Estamos a adorar tocar as canções e ver as salas cheias, sentir que as pessoas querem ver este disco ao vivo. Deixa-nos muito felizes.

Têm optado pela língua inglesa. Não gostariam de experimentar um tema em português?

No contexto de Slowriders parece-me pouco provável. Mais facilmente faríamos um tema em português do Brasil…

O que andam os Sean Riley & The Slowriders a ouvir para se inspirarem?

Acho que, individualmente, ouvimos sempre todos, felizmente, coisas diferentes… no último concerto, no “backstage” antes de tocar, ouvimos Nick Cave, Mão Morta, Kevin Morby, Kurt Vile… coisas que todos gostamos e que nos fazem sentir bem.

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