15 peças de teatro para ver até à primavera

A primavera chega daqui a um mês. Até lá, não vão faltar bons motivos para sair de casa. O Onde Ir percorreu o país e escolheu 15 peças de teatro que não pode mesmo perder.

Por Wilson Ledo

Créditos: Alípio Padilha

 

  1. Banda Sonora.A companhia Teatro do Eléctrico comemora 10 anos e Ricardo Neves-Neves volta a encenar um texto que escreveu. Uma vez mais, a música é um dos elementos fortes do espetáculo. 9 a 18 de março, São Luiz Teatro Municipal, Lisboa.

 

  1. Raul. Uma homenagem a Raul Solnado, com alguns dos textos que marcaram a sua carreira. É Telmo Ramalho quem sobe ao palco para interpretar e transmitir o humor do seu mestre. 1 de março a 1 de abril. Auditório dos Oceanos, Casino Lisboa, Lisboa.

 

  1. Medeia

    Medeia. A Companhia João Garcia Miguel recupera o texto de Eurípedes para falar sobre a relação entre o passado e o futuro. Como é que as questões de outrora continuam a moldar o nosso quotidiano? 22 de fevereiro a 1 de março. Teatro Ibérico, Lisboa.

 

  1. O Deus da Carnificina. Diogo Infante, Rita Salema, Jorge Mourato e Patrícia Tavares sobem ao palco para contar a história de dois casais que se encontram para resolver um conflito criado pelos filhos. Acabam por deixar as suas máscaras cair. 1 de março a 29 de abril, Teatro da Trindade, Lisboa.
O Deus da Carnificina. Créditos: Carlos Ramos
  1. Sócrates tem de Morrer. A peça de Mickaël de Oliveira, em dois episódios, narra os últimos três dias de Sócrates na prisão. Uma adaptação contemporânea dos escritos de Platão sobre o confronto entre a vida e a morte, protagonizada por Albano Jerónimo. 23 e 24 de fevereiro, Centro Cultural Vila Flor, Guimarães.

 

  1. Nathan, o Sábio. Depois de Almada, a peça encenada por Rodrigo Francisco está no Porto, para falar sobre religião e fraternidade. Escrito por G.E. Lessing, é considerada um dos clássicos da dramaturgia mundial. 22 a 25 de março, Teatro Nacional São João, Porto.

 

  1. O Teatro da Amante Inglesa. O texto é da incontornável Marguerite Duras, sobre uma mulher que assassinou a prima e dispersou os pedaços do cadáver pelos viadutos do caminho-de-ferro. Quem é ela? 7 de março a 14 de abril, Teatro da Politécnica, Lisboa.

 

  1. Maioria Absoluta. Um regresso aos anos 1990, depois da eleição de Cavaco Silva. Com dinheiro de Bruxelas, desenvolveu-se uma política de betão. E a arte, como reagiu a essa tentativa de ser atirada para último plano? Encenação de Gonçalo Amorim com o Teatro Experimental do Porto. 14 a 24 de março, Café-Teatro Campo Alegre, Porto.

 

Ensaio geral da peça infanto-juvenil Pangeia.
Créditos: João Fortuna
  1. Pangeia. Esta é uma sugestão para os mais novos: um espetáculo a partir dos contos dos irmãos Grimm. No teatro, vão poder descobrir e contactar com os objetos ligados a este universo literário. 7 e 8 de março, Teatro Viriato, Viseu.

 

  1. Canas 44. Leonor Keil e Rafaela Santos deixam-se conduzir por Victor Hugo Pontes. Mesmo sem essa referência direta, é Canas de Senhorim o ponto de partida e de chegada para estas duas mulheres, ambas de 44 anos. 10 de março, Casa da Cultura de Ílhavo, ÍIhavo.

 

  1. I don’t belong here. Os portugueses deportados para os Açores são os protagonistas deste espetáculo de Paulo Abreu. Têm nacionalidade lusa mas viveram quase sempre nos Estados Unidos e Canadá. Para refletir sobre o que significa pertencer a um local. 10 de março, Teatro Micaelense, Ponta Delgada.

 

  1. Imprudência. A Companhia de Teatro de Braga regressa ao russo Ivan Tourgueniev para o seu novo trabalho. Em palco, uma comédia sobre o amor do escritor por uma cantora lírica espanhola. E a busca pela liberdade desta última. 6 a 8 de março, Theatro Circo, Braga.

 

  1. Um dia Uma Vida. O poema de Ruy Belo é o ponto de partida para a nova peça encenada por Marta Dias. Em palco, cruzam-se quatro personagens. E o tempo, como esperado, passa por elas. A partir de 16 de fevereiro, Teatro Aberto, Lisboa.

 

  1. Os Porcos. Uma adaptação ao palco do livro “A Quinta dos Animais” de George Orwell. Nesta quinta, os animais apercebem-se de que os humanos continuam a roubar o esforço do seu trabalho. E uma revolução toma lugar. 23 e 24 de fevereiro, Auditório Municipal António Silva, Cacém.

 

  1. No Risco da Sombra em 365 dias. As Comédias do Minho vão até Melgaço com um espetáculo de teatro de sombras. Apesar de dedicado aos alunos do ensino pré-escolar, terá uma sessão para todos. Até 24 de fevereiro, Casa da Cultura, Melgaço.

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