A eternidade a visitar em Braga

 “Public art is a difficult thing. It’s a little bit like someone playing the radio on the beach

– it can be kind of annoying or you can go with it.”

Julian Opie, a 11 de outubro de 2018 na inauguração da obra de arte “Teresa.” No Altice Forum Braga

 

Começo pelas palavras do artista Julian Opie para refletir o caminho que a arte percorre até se tornar verdadeiramente pública. Parte do íntimo dos autores, percorre as ilimitadas conjeturas dos materiais apurados e surge como criação una, verso irrepetível de música intacta. A sua obra de arte atravessou continentes até se alojar no espaço envolvente do recentemente inaugurado Altice Forum Braga – pensada para o mesmo, desenhada para a área e em perfeita sintonia com a cidade. A viagem da jovem musa, Teresa Forte Teixeira, ao estúdio de Julian Opie alinhou-se com os desígnios do artista, da sua equipa, dstgroup, zet gallery, InvestBraga e Galeria Mário Sequeira. Da concordância dos astros surge Teresa., convite de entrada em forma de figura feminina, em perpétuo movimento.

O universo underground de resíduos industriais, provenientes do dstgroup, ganhou vida pelas mãos de Ana Almeida Pinto, Hernâni Reis Baptista Miguel Neves Oliveira e Rute Rosas, enquadrados no Simpósio do dstgroup ARTE&SUSTENTABILIDADE, organizado pela zet gallery. A coleção de arte contemporânea do dstgroup recebe três novas criações: Ana Almeida Pinto traduz a sua inquietação relacionada com práticas sustentáveis na obra de arte “Penumbra” (2018), refletindo sobre o que considera ser o caráter arrogante do Homem, harmonizando ferro e natureza. Hernâni Reis Baptista intitula uma das obras de arte finalizadas com o nome do equipamento selecionado, uma perfuradora. “Rock LM100” (2018) pensa a urbe através do seu caráter construtivo e no edificado, em particular, como resultado da ampliação humana à maquinaria.

 À cidade de Braga são cedidas duas novas peças. A de Miguel Neves Oliveira, um antigo cilindro de ferro com cinco metros implementado na Rotunda das Bretas, em Fraião. Da declarada inibição de um tubo outrora encerrado em si mesmo, “Janelas Abertas” (2018) manifesta a urgência da consciencialização da sustentabilidade. Recorrendo a chapas de ferro e iluminação autossustentável led, às quais foram acrescentados os elementos terra, relva e tinta, a intervenção de Rute Rosas no Parque da Ponte intitula-se: “Do Tempo, no Espaço, uma ponte, um apelo. Contigo ou sem ti” (2018). Produção artística para contemplar sem horários ao embalo da banda sonora que a zet gallery persiste em cantar: arte para todos.

 

 

 

 

 

 

Por Catarina Martins

Head of Communication da zet gallery 

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