BRAGA

Em Braga respira-se juventude, apesar de uma história que é já longa. A cidade que os romanos chamaram de Bracara Augusta transformou-se, com o tempo, na “capital do barroco” ou na “cidade dos arcebispos”. Hoje, tem um novo ritmo, que não impede os momentos de descanso e reclusão.  

Por Wilson Ledo

 

ONDE DORMIR

Não passam muitos meses desde que o Vila Galé Collection Braga abriu portas. Onde outrora existiu o Hospital de São Marcos – que viu nascer muitos dos filhos da terra -, funciona desde junho um confortável hotel de quatro estrelas. E é, por si só, um dos motivos para visitar Braga.

O grupo hoteleiro português investiu cerca de seis milhões de euros na recuperação de um complexo, propriedade da Santa Casa da Misericórdia, que data do início do século XVI. Além dos 123 quartos, é possível agora encontrar dois restaurantes, um bar, piscina exterior, spa, ginásio e várias salas de reuniões. Num dos corredores, dá-se a ver parte do interior da Igreja de São Marcos.

Quando nos hospedamos no Vila Galé Colection Braga, somos tomados por uma sensação de familiaridade e proximidade, apesar da dimensão majestosa da unidade hoteleira. Um dos grandes atrativos é o claustro repleto de flores, zona de passagem obrigatória mas também o centro da vida do hotel. Nele é possível não só tomar uma das refeições como passar uma tarde calma, seja a ler ou a conversar.

Os quartos apresentam-se tanto confortáveis como espaçosos, sobretudo aqueles que se localizam no antigo edifício agora recuperado. A experiência de dormir num local repleto de história revela-se única. A cada corredor, os principais factos que marcaram o percurso de Braga (e de Portugal) encontram-se plasmados nas paredes, como numa exposição permanente. Afinal, foi em Braga que “se pensou Portugal”.

Ficar no Vila Galé Colection Braga é alimentar esse contacto com o passado comum para compreender melhor o presente. Cada detalhe foi pensado com cuidado, sobretudo numa cidade onde o turismo religioso é um dos pilares da procura.

Esta é a sugestão do Onde Ir para ficar em Braga. Contudo, a oferta hoteleira da cidade é bastante diversificada. Por isso, apresentamos outras unidades como o cinco estrelas Meliá Braga Hotel & Spa ou os quatro estrelas Hotel do Parque ou Burgus Tribute & Design Hotel.

 

ONDE COMER

 

 

Bira dos Namorados: Enquanto espera pela comida, pode voltar aos tempos de criança e jogar ao jogo do Stop nos individuais. Neste restaurante, os hambúrgueres artesanais são o principal atrativo, com doses generosas que procuram integrar diferentes referências da gastronomia nacional. A decoração do espaço aproveita elementos da própria cultura minhota. Porque este é também um restaurante sobre o amor, nas paredes de pedra estão guardadas pequenas promessas em papel.

 

 

 

Bracara Augusta: Mesmo que não sejam hóspedes do hotel, o restaurante do Vila Galé Collection Braga tem as portas abertas para todos os que vivem ou visitem Braga. Com algumas mesas localizadas junto ao claustro, os jantares acabam por ganhar um ambiente mais romântico. Nas entradas, a sugestão do chef vai para um delicioso portobello gratinado com alheira e ovo em salada de agrião e redução de vinho do Porto. Já nos pratos principais, há uma vasta gama de rissotti por onde escolher: experimente o de camarão, não se vai arrepender.

 

 

 

 

Casa de Pasto das Carvalheiras: Apesar de ser uma casa de pasto, não espere uma carta pouco arrojada. Antes pelo contrário: a intenção é rasgar com o habitual e criar novos sabores e combinações a partir dos ingredientes nacionais. A postura traduz-se também na decoração simples e de bom gosto do restaurante. Se o jantar for para duas pessoas, a nossa sugestão é que partilhe três ou quatro mini-pratos. A cada visita a Braga, a descoberta pode ser diferente: a carta muda todos os meses.

 

Taberna Belga: Se perguntar aos amigos qual o restaurante de Braga que não pode mesmo perder, é provável que lhe respondam “Taberna Belga”. Este é um dos espaços mais conhecidos de Braga e há até quem lhe chame o “paraíso das francesinhas”. Depois, o prego no prato é também uma escolha incontornável. A experiência gastronómica só fica completa com uma das muitas cervejas (nacionais e estrangeiras) que fazem parte da carta.

 

O QUE FAZER

 

 

 

 

 

Sé de Braga. Estamos conscientes de que há cerca de duas dezenas de igrejas e templos no centro de Braga. Contudo, seja ou não católico, à Sé de Braga não pode mesmo faltar. Porque é a mais antiga catedral de Portugal e data de 1089. No seu interior, deixe-se perder pelos pormenores da talha dourada e da arte sacra.

 

 

 

 

Encontros da Imagem. Até 28 de Outubro, Braga recebe mais uma edição do Festival Internacional de Fotografia e Artes Visuais. Apesar de espalhado por vários espaços da cidade, os principais núcleos podem ser visitados no Edifício do Castelo e na Nova Galeria do Largo do Paço. As obras levam-nos de Londres à China, passando por Tel Aviv. A entrada é gratuita na maioria dos locais.

 

 

 

 

Arcada. Esta antiga capela acolhe hoje uma zona comercial, bem no centro de Braga. A nossa sugestão é que aproveite para lanchar e descansar numa das suas esplanadas. A partir deste ponto, poderá passear pelo maior jardim no centro de Braga ou partir para as compras na Avenida da Liberdade. Não deixe de explorar o têxtil e o calçado produzidos nesta zona do país.

 

Theatro Circo. Com uma programação regular e variada, o Theatro Circo – também na Avenida da Liberdade – é uma das referências culturais a nível nacional. Outubro é marcado por muita música, sobretudo no final do mês, com o festival de música eletrónica Semibreve a tomar conta da cidade. Já no cinema, há um filme sobre o artista Jean-Michel Basquiat para ver no dia 22.

 

“Dualidades ou Essência da Incorporação”. Até 10 de novembro, na zet gallery, em Braga, coletiva que reúne cinco propostas artísticas que partem da pintura para a construção dos objetos e questionam conceitos como figuração e abstração, barroco e minimal, som e silêncio, erotismo e naïf. Alexandre Coxo, André Lemos Pinto, Fátima Santos, Maria João Oliveira e a dupla Sofia Leitão & Henry Nesbitt são os artistas convidados desta exposição de entrada livre. A seleção de obras de arte pode ainda ser visitada em www.zet.gallery.

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