Copenhaga, podemos sugerir uma escapadinha de outono?

Copenhaga é a capital da Dinamarca e a sua maior cidade, sendo que por ali vivem pouco mais de meio milhão de pessoas. É uma cidade organizada e tranquila e é constantemente classificada como a cidade mais feliz do mundo. Excelente local para descobrir a realidade nórdica: cidade pequena, ruas amplas, muitos caminhos para bicicletas, muitas casas tradicionais e históricas, edifícios de design moderno e pequenos canais. A capital da Dinamarca convida-nos a descobri-la a pé, de bicicleta ou até barco e é sem dúvida uma excelente opção para este outono.

Copenhaga tem um conjunto de atrações que não devemos dispensar numa primeira visita à cidade, mas se forem com tempo devem também visitar alguns tesouros que ficam mesmo ali ao lado.

Normalmente, numa primeira visita a Copenhaga a primeira pergunta é: onde posso ver a pequena sereia? Recomendo deixar para o fim…é apenas uma pequena estátua de quem todos falam. A pequena sereia é uma trágica figurinha, numa pedra, no meio da água, relembrando a todos a sua triste história de um dos melhores contadores de histórias do Mundo, Hans Christian Andersen. Não deixem de passar por lá, mas só mesmo porque faz parte do circuito.

Arrumando este tema, começamos então verdadeiramente a visita à cidade pelo Nyhavn, o coração da cidade e um dos seus postais mais famosos. Este canal, conhecido pelas suas casas coloridas é capa de quase todos os guias de viagens sobre cidade e é um dos locais mais divertidos para passear. Para além da paleta de cores vivas, aqui se encontra uma panóplia de cafés e bares onde é possível tomar uma cerveja local, provar a comida nórdica ou simplesmente beber um chá enquanto admira o ambiente descontraído da cidade. O seu nome significa “Porto Novo” apesar de, curiosamente, ser um dos mais antigos da cidade (data de 1673).

Copenhaga é também uma cidade real, cheia de palácios de castelos. Um dos maiores e mais antigos é o Castelo de Rosenborg, parece um castelo de um qualquer conto de fadas. Foi residência de verão da realeza e tem mais de 20 quartos distribuídos por três pisos entre eles a cave onde é possível visitar as inacreditáveis joias da Coroa. Outro espaço real da cidade que é possível visitar é a Amalienborg, a atual residência da família real dinamarquesa. O complexo alberga quatro majestosos palácios e a sua praça abre-se para a imponente Igreja de Mármore, cuja cúpula teve por modelo e inspiração a Basílica de S. Pedro em Roma. De frente para o canal encontramos um dos mais bonitos jardins da cidade, com uma vista soberba do porto e para o moderno edifício da Ópera.

Depois de sermos assoberbados por tanta realeza seguimos para Slotsholme, a ilha do Castelo onde foi fundada a atual Copenhaga. Aqui se encontram alguns dos mais fabulosos edifícios da cidade: o Parlamento, o Palácio de Christiansborg, a Capela do Palácio, onde têm lugar as cerimónias religiosas da família real, os estábulos reais, as ruínas do Castelo de Absalon e o moderno edifício da Biblioteca dinamarquesa conhecido por Diamante Negro. Um contraste entre a arquitetura clássica e a arquitetura moderna que não deixa ninguém indiferente.

Para um segundo dia começaria por Christianshavn, uma das zonas mais antigas da cidade serpenteada com graciosos canais é o local ideal para um passeio em dias de sol. No coração desta zona histórica, encontra-se uma das zonas mais icónicas e bizarras da cidade – um bairro hippie que parece parado nos anos do flower power. Estamos em Christiania, uma minicidade dentro da cidade que surgiu nos anos 1970 e criou as suas próprias leis, onde se incluíam as drogas livres e o não pagamento de impostos. É um espaço diferente, de casas coloridas, ruas mais ou menos aleatórias, bares ao ar livre e muita animação.

Depois de Christiania e da inspiração hippie, uma inspiração mais consumista seguindo pela Stroget, uma das maiores ruas pedonais da Europa e o “corredor” que percorre a zona antiga da cidade. Aqui se encontram as melhores lojas e restaurantes, os tradicionais artistas de rua e muita animação para todos os gostos.

Para o fim, o local mais divertido da cidade, o parque de diversões Tivoli. É um dos mais antigos da Europa e faz as delícias de miúdos e graúdos, de dia e de noite. Está pejado de atrações para todas as idades e corações, tem os mais diversos restaurantes e ainda recebe espetáculos de música e teatro. À noite a festa é completa com milhares de luzes a dar cor aos restaurantes e animações. Dizem que serviu de inspiração para o próprio Walt Disney.

 

Nos arrabaldes da cidade:  

Se o tempo da viagem o permiter o Castelo de Kronborg é uma excelente opção de visita. Património da Unesco, foi fonte de inspiração para uma das mais célebres obras de Wiliam Shakespeare, Hamlet. É utilizado como cenário de várias peças de teatro e filmes sobre a obra. O Castelo de Frederiksborg é outra opção. É um edifício grandioso e de grande beleza, com os seus jardins barrocos e rodeado de verdejantes paisagens e um pequeno lago. A viagem pode ser feita de forma circular, de Helsingor, onde fica localizado o Castelo de Kronborg para Hillerod, localização do Castelo de Frederiksborg, ou ao contrário. Ambas as povoações são bem servidas de transportes públicos (comboios). As entradas são compradas na entrada dos castelos e são grátis para quem tiver o Copenhagen Card.

 

Como ir: Para Kronborg pode apanhar um comboio na Estação Central de Copenhaga que o deixa na estação de Helsingor. Fica a cerca de 40 minutos e se tiver o Copenhaga Card a viagem é grátis. Chegando à estação é só seguir junto à costa até ao castelo. Para Hillerod, (Castelo de Frederiksborg) segue de S-train (linha A) a partir de Copenhaga ou a partir de Helsingor, se optar por visitar primeiro o Castelo do Hamlet.

Coisas grátis que é possível fazer:

Copenhaga é dos destinos mais caros da Europa, mas é possível fazer uma estadia mais ou menos económica. É só estar atento e fazer as escolhas certas.

  • As atrações portuárias como o Nyhavn ou passear pelos canais e ver as casas flutuantes.
  • A pequena sereia, a maior atração de Copenhaga.
  • Torre do Chistiansborg: a entrada é grátis e a vista sobre a cidade magnífica. Com 106 metros de altura é a torre mais alta da cidade.
  • Bairro latino: é uma das zonas mais antigas da cidade.
  • Christiana: conhecer o estilo de vida alternativo de boémios que decidiram quebras as regras e viver em liberdade.
  • Paper Island: uma pequena ilha conhecida pelas galerias de arte alternativas e pelos seus espaços de Street food. Ideal para apanhar sol e apreciar as vistas da
  • Os Jardins do rei, junto ao Castelo Rosenborg.
  • Kastellet: fortaleza construída em forma de estrela em 1600 para defender a cidade. É possível circular por todas a fortaleza e conhecer ainda o moinho de vento.

 

Guia Prático

Como se deslocar: Copenhaga é relativamente pequena e é fácil fazer quase tudo a pé ou de bicicleta. No entanto tem uma rede de transportes públicos altamente eficiente e funcional que inclui autocarros, metros e comboios.

Onde e o que comer: Não achei a comida nada de especial, para além de que é bastante cara. Recomendo o Groften, no Tivoli, onde provamos a comida local – Skipper’s lobscouse (uma espécie de carne estufada misturada com puré de batata) e Smørrebrød (uma espécie de Brusqueta cruzada de tapa).

Os preços são inacreditáveis para o que estamos habituados em Portugal. O custo por pessoa varia entre os 15€ e os 20€, até mesmo por um prato simples num restaurante de fast food. E isto sem vinho.

A moeda: A moeda é o Coroa Dinamarquesa (DKK).

Cartão Copenhaga: Permite a entrada em quase todas as atrações e museus da cidade e arredores, incluindo os famosos castelos de Helsingor e Hillerod, bem como em todos os transportes públicos. Tem ainda incluído um passeio de barco de uma hora pelos canais e dá descontos em alguns restaurantes.

Duas ou três palavras:

Bom dia – Godmorgen / Goddag (depois das 9h)

Obrigado – Tak

Adeus – Vi ses

Desculpe – Undskyld

Sim – Já

Não – Nej

 

 

Por Sónia Dias, Blog de Viagens | Travel Random Notes 

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