Entrevista: “Este disco tem a nossa cara e por isso se chama Sangre Ibérico”

Lançaram o seu primeiro disco no passado dia 25 de maio, com o mesmo nome da banda. São 12 temas, alguns inéditos e outros já conhecidos do grande público, que contam com a participação de nomes sonantes da música portuguesa. “Voa” é o single de apresentação deste trabalho, que fala “numa mistura de sentimento e num caminho que une saudade com a vontade de partir”. O Onde Ir quis saber mais sobre o novo álbum e os projetos do grupo. Falámos com os Sangre Ibérico.

Por Sandra Martins Pereira

A banda ficou conhecida no Programa Got Talent. Porque decidiram juntar-se e participar neste programa?

Os Sangre Ibérico já existem desde 2014, mas o Got Talent mudou sem dúvida a nossa vida, nunca pensámos que as coisas tomassem este rumo quando participámos e felizmente todo esse caminho resultou no nosso primeiro trabalho discográfico

Quando participámos só tínhamos como objetivo a divulgação do nosso trabalho nunca imaginámos chegar à final. Foi esse programa que nos fez entrar pela casa das pessoas e ser tão bem aceites, no final de tudo são eles que escolhem e são eles que decidem a carreira de um artista e é por eles e para eles que fazemos música.

Como é que se conheceram uma vez que o André é da Guarda, o Alexandre é de Vila Franca de Xira e o Paulo de Setúbal?

Apesar de sermos de sítios diferentes moramos relativamente perto e antes de tudo e da música eu e o Alexandre já eramos amigos. Um dia o Alexandre, que já tinha tocado com outros grupos, precisou de um vocalista e eu – ainda sem ter nenhuma experiência como cantor – dei a ideia de que pudéssemos ir em frente com um projeto ou pelo menos teríamos de tentar e assim foi, o Paulo surgiu mais tarde através de um amigo que nos falou do trabalho dele e na necessidade do grupo de um guitarrista que achámos que poderia complementar o grupo.

O André só aos 20 anos é que começou a cantar. Como surgiu esta vontade tão tardia? Ou sempre gostou de cantar, mas nunca o demonstrou?

Era algo que nunca tinha explorado nem sabia que um dia podia vir a cantar, sempre gostei muito de música e sempre esteve muito presente na minha vida, mas nunca me passou pela ideia de um dia poder vir a ser cantor, só mais tarde surgiu a oportunidade e tudo aconteceu de uma forma tão espontânea e natural que se foi formando um caminho que nunca um dia pensei, ou imaginei possível.

Quando não estão a cantar, o que fazem da vida? Estudam? Trabalham?

Neste momento temos o privilégio de dizer que fazemos o que gostamos e o que nos completa verdadeiramente, que é a música.

O ano passado fizeram mais de 40 concertos em Portugal, mas este ano preparam-se para voar fora de portas. Por onde vão começar? Como está a vossa agenda?

A nossa agenda está bastante completa tanto em Portugal como fora, onde já temos datas marcadas para o Canadá e Macau, esperamos tantos ou mais espetáculos quer dentro quer fora do país, estamos cheios de vontade de mostrar este novo concerto cheio de novidades musicais novas e claro apresentar o álbum ao nosso público.

A produção do disco “Sangre Ibérico” ficou a cargo do guitarrista Pedro Jóia. Como surgiu este convite?

Tivemos como convidado especial, e produtor do nosso disco o Pedro Jóia e foi todo um privilégio poder trabalhar com ele e quando soubemos que tinha aceite o nosso convite ficámos muito felizes, o Pedro já era uma referência para nós, já acompanhávamos o seu trabalho e poder trabalhar e aprender com ele foi sem dúvida um privilégio.

Quem escreve as letras e que influências podemos encontrar neste novo trabalho?

Tivemos o privilégio de ter importantes nomes que escreveram e compuseram para este álbum, como José Gonçalez, Pedro da Silva Martins, Paulo Abreu de Lima, Pedro Jóia e que criaram os temas originais que fazem parte deste álbum e que são a grande novidade do nosso trabalho.

Este disco tem a nossa cara e por isso se chama Sangre Ibérico, estão representadas todas as influências que fazem parte da nossa génese e que nos caracterizam, o fado e o flamenco, claro que somos jovens influenciados por outros estilos mais modernos que estarão presente também.

Não nos fechamos em nenhum estilo único, somos uma fusão de estilos e influências que se resumem numa sonoridade própria, unimos os nossos gostos e a forma de ver a música, para que no final, possa soar a Sangre Ibérico. Neste disco é possível ver um pouco de tudo, desde popular português, fado, flamenco, fado flamenco, pop, mas sem nunca perder o que realmente somos e no fim tudo sabe a nós.

“Voa” é o single de estreia, o que nos conta ele?

O “Voa” é o nosso primeiro single deste disco, é também o primeiro original a ser apresentado e é um tema que fala numa mistura de sentimento e num caminho que une saudade com a vontade de partir.

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