Erva, um restaurante onde cresce apetite

O Erva é o novo restaurante do Corinthia Hotel, em Lisboa. O Onde Ir foi provar as propostas do chef Carlos Gonçalves. Os nossos preferidos foram a tempura com bacalhau fresco e a corvina com arroz de lingueirão.

Por Wilson Ledo

Ainda antes de entrar, o grande vidro deixa transparecer as cores dominantes no Erva: o verde das plantas e o castanho da madeira. Uma mistura que, por si, convida a uma refeição com calma.

No novo restaurante do Corinthia Hotel (Avenida Columbano Bordalo Pinheiro, 105), em Lisboa, é a cozinha portuguesa que se pretende homenagear. De quando em vez, sentem-se algumas inspirações asiáticas – e a fusão funciona.

Embalados pela música do DJ residente, lá nos começamos a sentir em casa. A experiência gastronómica arranca, como é cada vez mais frequente, pelos cocktails. A lista é grande mas há um que não pode mesmo perder – o Chá das Cinco (13 euros): tequila infundida em chá verde, sumo de ananás e xarope de hortelã e canela. Doce e fresco, muito fresco.

A carta do Erva, assinada pelo chef Carlos Gonçalves, não permite grandes tempos de indecisão. Com poucas opções para cada etapa da refeição, as escolhas tomam-se com alguma rapidez. A mesma rapidez (e já agora, acrescente-se, a simpatia) que marca a equipa.

Para os snacks iniciais, a nossa sugestão vai para as batatas bravas com tártaro de lulas e crème fraîche de lima (5,50€). Já nas entradas, por proposta do chef, fomos surpreendidos pelo bacalhau fresco com maionese de alho, pickle de cebola e molho unagui (10,50€) – uma tempura que acaba por revelar a originalidade deste restaurante.

Embora o Erva comece a ser conhecido pela pá de cordeiro de leite assada com batata aligot (24€), deixámos esta opção para uma futura oportunidade. Para o prato principal – e não nos arrependemos -, fomos antes pela corvina com arroz de lingueirão e salicórnia (16€). Cada garfada revelou-se um autêntico conforto.

Se ainda tiver um espacinho e a dieta permitir, as sobremesas são sobretudo à base de fruta e gelado, como o brûlée de yuzu, ananás dos Açores e merengue (8,50€).

Para quem procura uma opção mais económica, o Erva tem menus de almoço por 18 euros, de quarta a sexta-feira. A proposta do restaurante é que possa aproveitar bem a hora de almoço e investir 50 minutos numa boa refeição.

A partir desta quarta-feira, 14 de novembro, o Erva passa a ter ainda mais um motivo para visitar: a exposição da artista Fabiana Vizzani Reis. A cada três meses, a exposição muda. Mas há uma coisa que se mantém: o espírito.

O Erva está aberto de quarta-feira a domingo das 12h30 às 15h30 e das 19h00 à 01h00.

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