Guia temático para visitar museus estranhos em todo o mundo

O ano novo está aí. Se ainda não tiver planos na agenda para 2018, aqui vai uma ajuda. Sobretudo se for fã de museus e já estiver farto de ir aos mesmos de que toda a gente fala. Faça a sua lista e boas viagens!

Por Wilson Ledo

 

Para os que gostam de animais:

É possível encontrar museus dedicados a gatos em várias partes do mundo, com obras protagonizadas por estes animais. Contudo, em Singapura, no The Cat Museum, também se pode adotar um companheiro para a vida. Este é um museu feito apenas por voluntários.

Já para satisfazer os que gostam de ter um cão lá por casa, a sugestão é uma viagem até Kent, em Inglaterra, onde se encontra um museu dedicado às coleiras destes animais, o The Dog Collar Museum. A coleção é pequena, mas mostra como temos mimado estes amigos de quatro patas ao longo dos séculos.

Para os mais marotos:

Talvez o melhor seja começar no outro lado do Atlântico, com o Museum of Sex em Nova Iorque. O nome não deixa muita margem para dúvidas: as obras inspiram-se no ato com que toda a vida começa.

Ao voltar para a Europa, a capital da Islândia tem um espaço dedicado a um dos órgãos humanos mais falados em todo o mundo, o pénis. No Icelandic Phallological Museum vai encontrar órgãos sexuais masculinos de diferentes espécies.

Aquela que é considerada a profissão mais antiga do mundo tem em Amesterdão o seu museu, o Red Light Secrets. Se depois desta incursão pela Holanda, o regresso a casa não estiver a ser tão confortável como o esperado, não se preocupe. Na Croácia há um museu que pode ser um espelho desse momento: o Museu das Relações Terminadas. Sim, é sobre isso mesmo.

Para os apreciadores de comida:

Apostamos que haverá pelo menos uma iguaria nesta lista de museus que vai satisfazer os seus gostos. Para ter o menu completo terá de fazer várias viagens. Há um dedicado ao ramen no Japão, à batata frita em Bruges na Bélgica, à mostarda no Wisconsin nos Estados Unidos ou à salsicha alemã em Berlim.

Para condimentar tudo isto, não podia faltar o sal e a pimenta. Os saleiros e os pimenteiros também têm direito a um museu próprio, em Gatlinburg, Estados Unidos da América.

Os americanos também sabem que é preciso levar a comida para o trabalho e, por isso, criaram um museu dedicado a lancheiras, em Columbus: o The Lunch Box Museum. É a história de como levar a marmita com estilo para todo o lado.

Para os que respiram moda:

A primeira paragem é em Toronto, para visitar o Bata Shoe Museum. Ao longo dos tempos, os nossos pés foram protegidos de formas diferentes. Neste museu mostra-se essa evolução bem como alguns exercícios de criatividade (não tão fácil de calçar).

Se em Portugal, em Vila Nova de Gaia, temos o Museu da Indústria Têxtil, com cerca de meia centena de máquinas têxteis, no Brasil há uma coleção bem maior. O Museu AngeloSpricigo tem mais de mil máquinas de costura para mostrar, de 100 marcas diferentes. Fica em Concórdia, Santa Catarina.

Para os que passam muito tempo na casa de banho:

Smith Barney dedicou uma vida a arranjar canos. Já na reforma, o tempo é passado a decorar centenas de tampos de sanita. As visitas ao Barney Smith’s Toilet Seat Art Museum são sobretudo aos fins-de-semana, por marcação, no Texas. Há uma campanha online de recolha de fundos a decorrer para que se consiga lançar um livro sobre a vida deste criador.

Dos tampos passamos para as sanitas propriamente ditas. Em Nova Deli, na Índia, o Sulabh International Museum of Toilets quer mostrar como evoluiu a higiene humana ao longo dos tempos. Há assentos para todos os gostos.

Para os entusiastas do corpo humano (e do seu fim):

No Missouri, Estados Unidos da América, ao Leila’s Hair Museum não falta cabelo. A sua fundadora é uma cabeleireira que sempre se mostrou fascinada com a forma como o cabelo pode ser transformado e decorado. O resultado dessa paixão está agora à vista.

Para os que gostam de ir ainda mais fundo no corpo humano, às entranhas, a visita é até Guben, na Alemanha. No Plastinarium, criado em 2006, há também corpos de animais para descobrir. É só preciso ter estômago para ver o que está por dentro de nós.

E como, nesta vida, a única certeza é a morte, também há um museu para isso. O National Museum of Funeral History, em Houston, assinalou em 2017 os seus 25 anos. “Descubra a maior coleção de objetos históricos e autênticos dos serviços de funeral dos Estados Unidos”, convida. E tem loja para comprar lembranças. 

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