João Melo: “Parque Natural está repleto de paisagens arrebatadoras, aves e plantas únicas”

É uma das nove ilhas do Arquipélago dos Açores, falamos do Faial e do seu Parque Natural, e das mil e uma experiências que poderá ter sozinho ou em família. O Onde Ir entrevistou João Melo, diretor do Parque Nacional do Faial, que deixa aos leitores um sem número de sugestões.

Por Sandra Martins Pereira

O Parque Natural do Faial foi criado em 2008. O que podemos encontrar?

A diversidade do Parque Natural do Faial é alvo de admiração e fascínio pelos seus visitantes. Considerado pela Comissão Europeia um Destino Europeu de Excelência (EDEN), o Parque Natural está repleto de paisagens arrebatadoras, aves e plantas únicas e formações geológicas emblemáticas, tudo rodeado por um magnífico mar azul, puro e vivo.

A biodiversidade do Faial está bem patente nas 855 espécies de plantas vasculares que aqui podemos encontrar, 57 das quais são endémicas dos Açores, ou seja, que só existem no arquipélago. Os ecossistemas, nomeadamente a floresta Laurissilva, são habitats preciosos – a ele estão associadas espécies de fauna e flora únicos no mundo tais como aves, morcegos, artrópodes, etc. O mar do Faial é um extraordinário mosaico de cores, sombras, cheiros, sons, silêncios e emoções, é emblemático nas formas de vida que suporta, como os cetáceos, as aves marinhas, os tubarões e todos os seus habitantes.

Caldeira do Faial
Créditos: PH Silva

O Faial conta ainda com seis geossítios de assinalável geodiversidade: Caldeira, Graben de Pedro Miguel, Monte da Guia, Morro de Castelo Branco, Península do Capelo e Vulcão dos Capelinhos-Costado da Nau.

De forma a proporcionar uma visita de qualidade aos seus visitantes, o Parque Natural dispõe, 13 áreas protegidas perfazendo 219 km2, sendo que 30 km são terrestres e 189 marinhas,  quatro centros de interpretação (o Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, o Jardim Botânico do Faial, o Aquário e Estação de Peixes Vivos de Porto Pim e a Casa dos Dabney) dois centros de visitantes (a Casa do Cantoneiro e Casa de Apoio à Caldeira), e uma casa interpretativa (a Casa do Bote), além de nove trilhos pedestres oficiais, um trilho de acesso condicionado, dois circuitos interpretativos e um circuito de BTT. Existe ainda uma vasta oferta de atividades e produtos disponibilizados pelos parceiros do Parque que vão desde as atividades náuticas como observação de cetáceos, mergulho, vela, passeios, etc., a terrestres como passeios pedestres com guia, de todo-o-terreno, a cavalo, além de alojamento e serviços.

Vulcão dos Capelinhos
Créditos: PHSilva

Que tipo de melhoramentos têm sido feitos desde essa altura para atrair os visitantes?

Até à criação do Parque Natural do Faial, a oferta na ilha para o turismo de natureza era escassa. As áreas protegidas não tinham uma estratégia de conservação, existiam apenas, cinco trilhos pedestres pouco conhecidos e com manutenção ineficaz, e a rede de centros ambientais resumia-se ao Jardim Botânico do Faial e ao recém-inaugurado Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos.

Identificadas as áreas de maior interesse na ilha do Faial, sob o ponto de vista da biodiversidade e geodiversidade, de forma a potenciar a conservação da natureza e o turismo, compatibilizando-a com a sua visitação, foi definida uma estratégia de recuperação de áreas protegidas. Estabeleceram-se como prioritárias as áreas da Caldeira do Faial, Vulcão dos Capelinhos, Monte da Guia, Morro de Castelo Branco e Charcos de Pedro Miguel, sendo sem dúvida as duas primeiras aquelas que, sob o ponto de vista dos recursos naturais, mereceram maior atenção. Assim, definiu-se uma estratégia comum a aplicar a estas áreas.

São bons exemplos a recuperação do miradouro da Reserva Natural da Caldeira, um santuário de biodiversidade, o combate às invasoras no Vulcão dos Capelinhos que permitiu a esta paisagem receber o 2.º lugar do Prémio Nacional da Paisagem em 2012, atribuído pelo Ministério da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território e a recuperação do Morro de Castelo Branco. Este projeto foi implementado em 2015 e teve como principal objetivo permitir ao visitante o acesso pedonal para contemplação desta área. Este projeto baseia-se em dois conceitos muito importantes: ser inclusivo, ou seja, permite a pessoas de mobilidade reduzida ter acesso à principal zona de contemplação e, introduz um novo conceito nos Açores, as “paisagens sonoras noturnas”, através da construção de um pequeno auditório ao ar livre, que permite ao visitante ouvir o canto noturno dos cagarros, sem dúvida o som mais emblemático dos Açores.

Desde 2008 que todos os trilhos da ilha passaram para a gestão do Parque. Foram melhorados, quer no que respeita à segurança, quer no seu traçado, e foram criados 4 novos trilhos, entre eles uma Grande Rota com 37km que percorre a ilha de costa a costa, o “Faial Costa a Costa”, o trilho dos 10 Vulcões, que se desenrola na parte mais jovem da ilha, o trilho dos Caminhos Velhos, implantado em antigas “canadas” que ligavam as freguesias do lado este do Faial, o trilho Entre-Montes, localizado muito perto do centro da cidade, dois circuitos interpretativos, um circuito de BTT e foi realizada a recuperação quase na totalidade do trilho da Levada, muito danificado na crise sísmica de 1998.

Desde essa altura procedeu-se à ampliação do Jardim Botânico do Faial de forma a ter todos os tipos de habitats florísticos naturais dos Açores, foi recuperada uma antiga casa que pertencia à aldeia baleeira da freguesia do Capelo, a Casa do Bote, e foi produzida uma exposição sobre a baleação neste local e que se encontra neste edifício, foram recuperadas duas casas que tinham pertencido à família Dabney, que marcou de forma significativa a história do Faial no séc. XIX, e onde atualmente se encontram os centros ambientais da Casa dos Dabney e Aquário do Porto Pim, assim como foi recuperada uma antiga casa dos cantoneiros a caminho da Caldeira do Faial, e uma casa para apoio a quem faz o trilho da Caldeira.

Miradouro Graben
Créditos: L. Campos

OS QUATRO CENTROS AMBIENTAIS

O Parque disponibiliza quatro centros ambientais. Quais são e como podemos desfrutá-los?

O Parque Natural do Faial, neste momento, tem sob a sua gestão 4 centros ambientais, duas casas de apoio aos visitantes e um centro de visitantes.

Visitar os centros ambientais do Parque Natural do Faial é fazer uma viagem pela biodiversidade, geodiversidade e história da ilha o Faial. Assim nesta ilha poderá encontrar o Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos, o Jardim Botânico do Faial, a Casa dos Dabney e o Aquário do Porto Pim. Todos eles contam histórias diferentes, mas com interligação.

O vulcão dos Capelinhos conta-nos como se formam as ilhas deste arquipélago e como elas evoluem com especial atenção para o vulcão que originou as maiores transformações sociais da história recente dos Açores, o Jardim Botânico conta-nos como as ilhas foram colonizadas pela flora natural e exótica, desde a sua formação geológica até ao presente, o Aquário do Porto Pim, com a sua coleção de peixes vivos, que explica a biodiversidade marinha dos Açores e a importância para a sua conservação e a Casa dos Dabney mostra-nos como era a vida no Faial no séc. XIX e a influência desta família Americana de cônsules na sociedade Faialense.

No que respeita às casas de apoio, as duas existentes têm o objetivo de dar apoio a quem está interessado em saber mais sobre a Caldeira do Faial e quer fazer o trilho do perímetro da Caldeira. A Casa do Cantoneiro, aberta todo o ano, tem uma pequena exposição sobre como se formou a Caldeira e a importância da conservação dos habitats existentes neste local, a Casa de Apoio à Caldeira, serve essencialmente para as empresas certificadas para realizar a descida ao fundo da Caldeira, fazerem um pequeno briefing de forma a transmitir o código de conduta aplicável àquele local.

Por fim, mas não menos importante, temos a Casa do Bote, no Porto do Comprido, perto do vulcão dos Capelinhos, que completa a rede de estruturas de apoio aos visitantes. Esta casa, fazia parte de um conjunto de habitações que albergavam os baleeiros das ilhas do Faial, Pico, São Jorge e Graciosa, que para aqui se deslocavam, entre abril e outubro, com a suas famílias, para caçarem baleias. Foi entre os anos 40 e 50 do séc. XX, o mais importante e produtivo posto baleeiro dos Açores. Foi desativado em 1957, na sequência da erupção do vulcão dos Capelinhos, hoje em dia alberga uma exposição sobre a baleação na freguesia do Capelo, uma das partes mais importantes da história económica e social da ilha do Faial.

Monte da Guia
Créditos: PNF

QUANDO VIAJA EM FAMÍLIA

No caso de uma família de quatro pessoa (dois adultos e duas crianças que não ultrapassem os 12 anos), que programa pode sugerir e qual a melhor época para visitar a ilha e participar nestas atividades?

Em relação à melhor altura para visitar o Faial em família, obviamente que o verão é a melhor altura devido às condições meteorológicas, no entanto se quiserem ter mais descanso e menos confusão devido à maior afluência de turistas nesta época, entre abril e maio também é uma boa escolha.

Existem várias opções no Faial para quem procura atividades em família, dependo do tempo disponível que os nossos visitantes tiverem. Se ficarem no Faial pelo menos três dias, temos as seguintes sugestões:

1º Dia

Comece o dia com a companhia de baleias e golfinhos, através de uma das várias agências de wale watching existentes na ilha. Se tiver um espírito mais aventureiro pode também escolher mergulhar com tubarões. À tarde aproveite por dar um passeio pela cidade da Horta, considerada a mais cosmopolita da Região, e visite o Museu da Horta, na Igreja da Matriz, onde pode apreciar a única exposição de miolo de figueira dos Açores. Vá até à marina da Horta, a 4ª mais visitada em todo o mundo, incluída desde 2012 no Clube das Baías Mais Belas do Mundo, e desfrute da paisagem e das pinturas nos murais feitos pelos iatistas para dar boa sorte nas suas viagens. Acabe o dia com a visita ao museu de scrimshaw no famoso Peter Café Sport e prove o gin tónico.

2º Dia

Aproveite um dos 10 trilhos pedestres que o Parque Natural do Faial tem para lhe oferecer e, onde poderá observar grande parte da flora e fauna natural dos Açores. Se se sentir ousado, escolha a Grande Rota Faial Costa a Costa – “800 000 anos de História, com 37 km e que percorre a ilha desde a sua parte de formação geológica mais antiga até à mais recente. Perto da Praia do Porto Pim existe o trilho Entre Montes, pode fazê-lo e de seguida visitar os 3 centros de interpretação ambiental que aqui existem, a Antiga Fábrica da Baleia, a Casa dos Dabney e o Aquário do Porto Pim. Acabe com um mergulho nesta espetacular baía, a única na ilha com areia de tufo vulcânico. Aproveite a tarde para visitar o Jardim Botânico do Faial e as suas coleções de plantas nativas dos Açores, plantas aromáticas e medicinais e uma das maiores coleções privadas de orquídeas do mundo. Ao jantar prove um prato de peixe fresco dos Açores.

3º Dia

Vá até ao vulcão dos Capelinhos, onde poderá disfrutar de um autêntico cenário lunar no pedaço de terra mais jovem da Europa. Visite o Centro de Interpretação nomeado em 2012 como um dos melhores museus europeus do ano e escolha fazer a visita guiada. Dê um mergulho nas águas cristalinas do Porto do Comprido, a maior e mais importante estação baleeira do Arquipélago até à erupção dos Capelinhos em 1957, e visite a Casa dos Botes ali perto. Aproveite para almoçar num dos restaurantes existentes nesta freguesia e delicie-se com a gastronomia típica do Faial. Tire a tarde para dar um passeio de veleiro à volta da ilha, ou num barco com fundo de vidro onde poderá, acompanhado por um biólogo marinho, observar o fundo do mar e a riqueza da fauna aquática do Faial.

Para além desta oferta, temos também em todos os centros, descontos especiais para famílias.

Ribeirinha
Créditos: L. Campos

OS PARCEIROS DO PARQUE E A SUSTENTABILIDADE

BTT, canyoning, nadar com tubarões, velejar numa canoa baleeira são apenas algumas das atividades que são sugeridas pelos parceiros do PNF. Quantos parceiros têm neste momento? É fácil contactá-los?

São 158 parceiros e o seu contacto é facilmente efetuado pela App Parques Naturais dos Açores ou no site.

Numa altura em que se fala tanto de sustentabilidade, principalmente no Turismo, como é que o PNF vai mantendo a paisagem em sintonia com a procura turística?

Quando se fala em sustentabilidade é obrigatório falar nos seus três pilares; Ambiental, social e económico. Neste sentido o parque natural tenta promover estas áreas através da harmonização do ser humano com a natureza que o rodeia.

Relativamente ao pilar do ambiente e conservação da natureza, são realizados vários programas e ações, destacando-se as ações de combate às espécies invasoras em áreas protegidas e a produção de plantas naturais em larga escala para recuperação destas áreas. Outra das ações fundamentais, consiste na produção de legislação específica, que restringe a presença humana em áreas mais sensíveis como é o caso da Reserva Natural da Caldeira e do Vulcão dos Capelinhos, cujo acesso só é possível com empresas com o acompanhamento de guias certificados pelo Parque Natural do Faial. Neste caso, são abrangidas estas três áreas de atuação (criação de emprego- social e económico), no entanto, falar de ambiente e conservação sem educação ambiental seria uma estratégia errada, para esse efeito, o Parque Natural do Faial tem um programa de educação ambiental, quer para as escolas, quer para a população em geral, onde existem mais de 250 ações por ano (233 para público escolar e cerca de 20 para população em geral) atingindo cerca de 5000 alunos e 1000 adultos.

Por outro lado, o pilar social e económico está diretamente ligado às oportunidades de emprego e criação de empresas, que a gestão do parque permitiu. Assim, foi criado o programa Parceiros do Parque, no qual, as agências de animação turística que aderem, têm regalias no acesso a estas estruturas, mas ficam com o dever de seguir as regras ambientais estabelecidas por lei. O Parque Natural, faz também regularmente cursos com certificação oficial de Guias do Parque Natural, através dos quais, os técnicos do Parque transmitem toda a informação aos formandos sobre a fauna, flora, geologia e história da ilha. Outro fator, não menos importante, foi a criação de mais centros e trilhos, que levam ao aumento do tempo médio de estadia dos turistas na ilha do faial dando, desta forma, um impulso na hotelaria, restauração e comércio.

Têm programas apropriados para os mais pequenos?

O Parque Natural do Faial promove igualmente uma agenda de atividades dirigida à comunidade em geral com caráter anual, denominada de Parque Aberto, que contêm também ações dirigidas ao público infantojuvenil, das quais se destacam oficinas ambientais, circuitos interpretativos, atividades de identificação e observação de flora e avifauna, e atividades de voluntariado ambiental, como ações de limpeza e remoção de invasoras, e atividades de plantação de flora autóctone em áreas protegidas do Parque Natural.

De salientar que o Parque Natural do Faial dinamiza igualmente, junto dos mais jovens, ações de sensibilização ambiental no âmbito de outros programas educativos de âmbito nacional, como os Programas Bandeira Azul, e o Programa Eco-escolas, coordenados pela ABAE, e campanhas regionais, como o SOS Cagarro, Semana dos Resíduos dos Açores e Açores Entre Mares.

Existe ainda um programa direcionado para os mais jovens em período de férias.

NOVIDADES

A conclusão da recuperação da Fábrica da Baleia e da ampliação do Jardim Botânico estão previstas para breve. Já nos pode avançar uma data e o que encontraremos em cada um?

Desde o seu encerramento que o edifício nunca teve nenhuma intervenção estrutural, por isso foi necessário recorrer a obras de consolidação deste espaço a fim de melhorá-lo, e sobretudo, garantir a segurança dos visitantes. A Fábrica da Baleia deverá reabrir no inicio de julho, e poderá encontrar todos os mecanismos de processamento do cachalote, no entanto, a grande novidade será a exposição na sala “Patrão Manel”, onde poderá encontrar uma exposição sobre a biologia do cachalote acompanhado por um esqueleto natural, recentemente recuperado pelo Parque Natural do Faial. Prevê-se a sua abertura em julho de 2018.

Ao visitar este Jardim, poderá conhecer as mais raras plantas dos Açores, as culturas agrícolas históricas, uma coleção de plantas medicinais e aromáticas, assim como as principais plantas invasoras. A exposição permanente, dedicada à História Natural da Vegetação dos Açores, põe o arquipélago em destaque, como ponto de encontro de espécies de plantas únicas e de diferentes origens e idades biológicas, ao mesmo tempo que explica o surgimento de espécies e comunidades vegetais que apenas aqui ocorrem e a necessidade de preservar um tesouro único e frágil como um legado para o futuro.

A grande novidade da ampliação do jardim botânico do Faial será um orquidário com 900m2 que terá uma coleção de mais de 5000 orquídeas e um lago onde poderá ver a vegetação natural destas zonas. A sua abertura prevê-se para o outono de 2018.

Marina da Horta
Créditos: PNF

Que convite deixa aos leitores do Onde Ir para visitarem o PNF?

O convite que fazemos ao leitor não é uma visita ao PNF é “ter um conjunto de experiências de conhecer o Parque Natural do Faial”.

São tantas as experiências que não pode perder, que dificilmente, se conseguiria resumir. E quando falamos de experiências, falamos de sentimentos diferentes que cada local pode provocar. Não pode perder a Reserva Natural da Caldeira, um santuário de biodiversidade e uma verdadeira catedral do silêncio, a sua descida, em 2016, foi considerada a melhor experiência na natureza. Outro local imperdível é o Vulcão dos Capelinhos, onde se tem a sensação de que se chegou à lua, devido à aridez desta área, mas ao mesmo tempo, consegue-se perceber a explosão da vida, resultante do rápido e recente crescimento da vegetação pioneira. Faça os percursos pedestres e embrenhe-se na Laurissilva dos Açores, uma floresta relíquia, cheio de sons e paisagens e conheça a história dos vulcões dos Açores.

Não deixe de visitar os quatros centros ambientais, com vários prémios internacionais, e conheça a biodiversidade e a geodiversidade dos Açores.

Aproveite para visitar a cidade da Horta, considerada a mais cosmopolita dos Açores, e a sua marina, a quarta mais visitada por veleiros em todo o mundo. Este espaço é um verdadeiro museu ao ar livre, com milhares de pinturas que traduzem uma superstição de longa data, na qual está explícito que, aqueles que fizerem escala no porto da Horta e não pintarem nada de alusivo ao seu barco na muralha, mais cedo ou mais tarde, uma vez que não perderão pela demora, vão ter um azar.

Conheça os gigantes do mar azul dos Açores e aventure-se a nadar com baleias e golfinhos.

O desafio é experimentar um destino europeu de excelência, o Faial.

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