Lisboa tem um mapa para não se perder na arte contemporânea

O fim de semana está aí à porta. É daqueles que está farto de repetir sempre os mesmos sítios? Quase apostamos consigo que não visitou todos os pontos deste mapa.

Por Wilson Ledo

“É um mapa que ajuda a por Lisboa ainda mais no mapa” da arte contemporânea, diz Ana Matos. Talvez já tenha ouvido falar do Mapa das Artes. A novidade é que ele está agora na terceira edição.

Há muito por escolher e para todos os gostos: 105 espaços dedicados à arte contemporânea em Lisboa. Galerias, museus, fundações ou espaços municipais, todos organizados na devida categoria.

Numa versão em papel – que pode encontrar nas galerias ou nos postos de turismo – e numa versão digital, onde basta clicar para ficar a saber (quase) tudo sobre os espaços. Sempre de forma gratuita.

A ideia tem Ana Matos (da Galeria das Salgadeiras) e Cláudio Garrudo (fotógrafo) como mentores, através da Isto Não é um Cachimbo. Foi através de um outro evento que esta associação organiza, o Bairro das Artes, que tudo começou.

“As pessoas, mesmo fora desse evento, usavam o mapa para se orientar. A ideia ficou-nos na cabeça”, recorda Cláudio Garrudo. Foi então tempo de reunir e organizar a informação. Uma tarefa difícil, numa altura em que o número de galerias de arte contemporânea em Lisboa não para de crescer.

“Nestes três anos, a cidade mudou muito, sobretudo ao nível do turismo. Tornava-se pertinente e urgente que houvesse uma ferramenta destas”, conta Ana Matos. A responsável garante ainda que estão a abrir mais galerias do que as que fecham portas na capital.

É o caso das galerias estrangeiras que têm apostado em sucursais em Lisboa, como a Maisterravalbuena (em Alvalade), a Jeanne Bucher Jaeger (na Baixa) ou a Ibirapi Contemporânea (em Marvila). A aproveitar, também, as feiras de arte que existem na cidade: a Arco Lisboa e a Just Lx, ambas marcadas para 17 a 20 de maio.

Curiosamente, além da tradição forte na Baixa, são os bairros de Alvalade e Marvila aqueles que se estão a afirmar mais na abertura de novos espaços.  Com este ritmo forte de mudança, é preciso tempo para que essas relações ganhem força.

“Quando se monta o projeto de uma galeria, não se pode olhar como um negócio a curto prazo. Não se pode criar e amadurecer o público de uma galeria em três ou quatro anos”, resume Cláudio Garrudo.

Por isso, o Mapa das Artes promete continuar a crescer, a cada nova galeria que abra portas em Lisboa.

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