Lixo, lixo e mais lixo

A euforia com o turismo continua a alegrar a quase todos. Nunca se viram tantos edifícios a serem reabilitados, é certo. Falam-se dos despejos de muitos dos habitantes locais para dar lugar a um sem número de alojamentos locais. Vivo na Baixa de Lisboa desde os meus 3 anos de idade, portanto há uns 42 anos. Lembro-me de passear à noite e não se encontrar “viv’alma”. Lembro-me de algumas das principais artérias com prédios devolutos, à espera de caírem. Hoje o oposto acontece, praticamente não existem “horas mortas”, as lojas e restaurantes estão cheios, bem sei. Mas outro fenómeno está a acontecer, para além de ser difícil conseguir ir tomar o pequeno almoço à rua sem ter de pedir com licença 500 vezes, deparo-me com o amontoar de lixo nas ruas.

Os tais alojamentos locais, que limpam os quartos para outros hóspedes entrarem a seguir, decidem colocar o lixo – na minha zona em sacos, porque não há contentores – bem à porta das outras pessoas, ou no canto que lhes pareça mais abandonado. Não, não é às 23 horas como indica o folheto informativo da Câmara, mas à luz do dia. Portanto, é muito bonito percorrer estes pontos da cidade e “levar com o cheirinho” e acumular de sacos.

Sugiro que se faça algo rapidamente, pois com este calor, as baratas, ratos e outros bichinhos menos simpáticos são atraídos pela lixeira a céu aberto. Se em alguns países da União Europeia se aplicam elevadas coimas para este tipo de situações, – estou a lembrar-me da Alemanha, por exemplo – talvez seja bom começarem a aplicá-las em Portugal.

Nota: Atenção que não são apenas os alojamentos locais, os próprios turistas que nos visitam também não se preocupam minimamente onde largam o lixo. 

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