Sob o signo da imagem: um guia de exposições a não perder nos próximos meses

Da pintura à fotografia, passando pela escultura, o Onde Ir traz-lhe exposições para visitar nos próximos meses, numa altura em que a agenda cultural se avoluma. Por isso, pegue na agenda, escolha o seu roteiro e navegue por entres as mais recentes flutuações do mundo artístico.

Por Ricardo Ramos Gonçalves

“Luz Cega”, de Cláudio Garrudo (até dia 21 de fevereiro)
Inaugurada no início de 2018, “Luz Cega” é o nome da mais recente exposição do fotógrafo português Cláudio Garrudo. Patente até ao próximo dia 21 de fevereiro na Travessa da Ermida, em Lisboa, o projeto fotográfico site-specific interpela-nos “sobre se é a luz que nos cega ou se cegos ficamos pela luz”, na deambulação de um imenso azul pitoresco. A exposição pensada no simbolismo e na religiosidade desta ermida, lugar de culto, outrora religioso, transporta-nos para uma reflexão sobre a realidade que nos rodeia. A exposição é composta por uma série de cianotipos e por uma edição de autor assinada e numerada.

Endereço: Travessa do Marta Pinto, 21 Lisboa 2715-311
Horário:
Seg-Sex, das 11h-13h/14h-17h; Sáb-Dom, das 14h-18h
Preço:
Entrada livre

 

“Escher”, de M.C. Escher (até 27 de maio)
Do período inicial, inspirado pelo Art Noveau, até à fase de complexa ilusão de ótica que caracteriza o desenho do artista holandês M.C. Escher (1898- 1972), a exposição patente no Museu de Arte Popular, em Lisboa, é de visita obrigatória. Depois de Roma, Bolonha, Treviso, Milão, Singapura e Madrid, “Escher” chega agora à capital portuguesa munida por mais de 200 obras do artista, onde se juntam  equipamentos didácticos que transformam a visita numa experiência mais completa. A mostra, que nos chega pelas mãos da produtora Arthemisia, promete transportar-nos ao centro da metamorfose imagética, onde não faltam formas geométricas, mundos impossíveis e uma boa dose de imaginação.

Endereço:  Avenida Brasília Lisboa 1400-038
Horário:
Qua-Dom, das 10h-18h
Preço:
11€

 

“Olho Zoomórfico/ Camera Trap”, de Mariana Silva (até 26 de fevereiro)
Com a curadoria de Leonor Nazaré, a exposição Olho Zoomórfico/Camera Trap foi feita exclusivamente para o Espaço Projecto, da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. Nela Mariana Silva, artista de 34 anos, que em 2015 foi distinguida com o Prémio Novos Artistas da Fundação EDP,  propõe-nos uma reflexão sobre a extinção em massa de espécies animais e as práticas de captura de imagens em habitat natural. Ao mesmo tempo, a artista portuguesa coloca em diálogo a relação entre seres humanos com as imagens virtuais e com a tecnologia.

Endereço:  Avenida de Berna, 45 A Lisboa 1067-001 
Horário:
Todos os dias, excepto terças-feiras, das 10h-18h
Preço:
Entrada livre

 

“A Linguagem das Plantas”, de Jorge Santos (até 6 de março)
Em “A Linguagem das Plantas”, o artista plástico Jorge Santos apela à construção de jogos cromáticos minimais e repetitivos, através de uma série de pinturas que funcionam como “módulos-padrões”. Numa analogia à simplicidade presente na pintura oriental, as obras que compõe o espaço da galeria Giefarte, em Lisboa, recorrem à linguagem poética das plantas, numa dicotomia entre cores planas e uniformes, encenando o movimento e a leveza em que tudo flui. O artista oferece-nos, desta forma, uma visão privilegiada da planta que, em última instância, deverá transportar o espectador a uma reflexão estética mais abrangente.

Endereço:  Rua da Arrábida, 54 B-C, Lisboa
Horário: Seg-Sex, das 11h-14h/15h-20h
Preço:
Entrada livre

 

Intrínseco”, de Alexandre Farto – aka Vhils (até 17 de março)
Apesar de podermos ver algumas das suas obras nas ruas da capital portuguesa, há já algum tempo que Alexandre Farto, mais conhecido como Vhils, não tinha uma exposição em Lisboa. A espera termina agora. Inaugurada a 1 de fevereiro, “Intrínseco” é o nome da nova mostra que pode ser visitada na Galeria Vera Cortês, em Alvalade, até 17 de março. Na forma de uma instalação, Vhils ocupa o espaço da galeria com um conjunto de peças produzidas em placas de PVC flexível e transparente, suspensas do tecto. Desta forma, o artista português promove uma reflexão sobre variados elementos visuais que caracterizam alguns dos locais por onde tem passado nos últimos anos. Rostos, padrões gráficos e geométricos, paisagens urbanas, ou elementos de sinalização patenteiam a narrativa que nos fala de encontros e desencontros entre especificidades locais e a crescente uniformização do nosso mundo.

Endereço:  Rua João Saraiva 16 1º Lisboa 1700-250 
Horário:
Ter-Sáb, das 14h-19h
Preço:
Entrada livre

 

Créditos: José Chambel

“FotoFonias LusoGráficas”, conjunto de fotógrafos (até 24 de fevereiro)
A Casa da Liberdade – Mário Cesariny, que ao longo dos últimos quatro anos tem prestado homenagem ao poeta e pintor português Mário Cesariny apresenta agora a exposição “FotoFonias LusoGráficas”. A mostra evidencia o trabalho de duas gerações de fotógrafos, representando alguns dos caminhos e visões singulares que Portugal e a Diáspora Africana encontram no campo da fotografia contemporânea. Com nomes como André de Castro, Cabral Nunes, Fernando Lemos, José Chambel,  Mário Macilau, Rodrigo Bettencourt da Câmara, Rui Simões, Sérgio Guerra, Sérgio Santimano, Subodh Kerkar e Suekí, FotoFonias LusoGráficas apresenta um núcleo de fotografia que integra a Coleção Lusofonias,  dedicada à arte moderna e contemporânea de países de língua portuguesa e que o Colectivo Multimédia Perve começou a reunir a partir de 1999.

Endereço:  Rua das Escolas Gerais, 13 1100-218 Lisboa
Horário: Ter-Sáb, das 14h-20h
Preço:
Entrada livre

 

“No tempo todo”, de Álvaro Lapa (até 13 de maio)
É seguramente um dos momentos altos do ano para o panorama cultural português. O Museu de Serralves, no Porto, inaugura esta semana, a mais abrangente retrospetiva da obra do enigmático artista português Álvaro Lapa (Évora, 1939 — Porto, 2006). Pela primeira vez estarão reunidas mais de 290 obras de vários períodos da carreira do pintor e escritor, abrangendo pintura, desenho e os raros objetos que criou, numa exposição que evidencia o contributo do artista para a arte contemporânea.  No seu léxico visual é possível aceder às narrativas criadas pelo artista que  incluem a palavra escrita, fragmentos de linguagem e trechos de conversas, bem como elementos pictóricos e autorretratos abstratizantes.

Endereço:  Rua Dom João de Castro 210, 4150-417 Porto
Horário: Seg-Sex, das 10h-18h; Sáb-Dom, das 10h-19h
Preço:
10€

 

 “The Sky is a Great Space”, de Marisa Merz (até 22 de abril)
Foi no fim do mês de janeiro, que o Museu de Serralves, no Porto, apresentou uma exposição retrospectiva da pintora e escultora italiana Marisa Merz (1926, Turim, Itália). Organizada pelo Hammer Museum, de Los Angeles, e pelo The Metropolitan Museum of Art, de Nova Iorque, a mostra vai agora ser apresentada na Europa em colaboração com o Museu de Serralves e o Museum der Moderne Salzburg, da Áustria. A exposição de importante itinerância internacional chega assim a Portugal, numa reunião de cinco décadas de obras da artista, que inclui as primeiras experiências de Merz no contexto da Arte Povera com materiais e processos não tradicionais; as cabeças e rostos enigmáticos que criou nas décadas de 1980 e 1990; e as instalações que conciliam a intimidade com uma escala impressionante.

Endereço:  Rua Dom João de Castro 210, 4150-417 Porto
Horário: Seg-Sex, das 10h-18h; Sáb-Dom, das 10h-19h
Preço:
10€ 

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