Teatro. 10 Peças obrigatórias antes do ano acabar

Esta é uma escolha difícil porque, até aos últimos dias de 2018, há muitas e boas peças para ver em Lisboa. O Onde Ir selecionou 10 propostas teatrais, diferentes entre si, que não pode deixar de marcar na sua agenda.

Por Wilson Ledo 

Don Juan Esfaqueado na Avenida da Liberdade. Que Don Juan é propenso ao pecado da lascívia, já todos sabemos. Agora, o que aconteceria a esta personagem medieval se ela fosse transportada para o século XXI? Humor garantido na peça encenada por Pedro Gil. São Luiz Teatro Municipal, 7 de novembro a 2 de dezembro.

Créditos: Filipe Ferreira

 

 

 

Quarto Minguante. Conhece a sensação de não estar bem e ficar sem fazer nada para mudar? É esse o estado de espírito das sete personagens da peça encenada por Álvaro Correio. O receio do novo impede-as de avançar. O que poderá a imaginação fazer por elas? Teatro Nacional D. Maria II, 15 de novembro a 16 de dezembro.

 

 

Previsão do Tempo. Daniel Pizamiglio e Romain Teule são os Artistas no Bairro. Depois de terem estado em residência artística, os criadores questionam-se agora, em formato de conferência, sobre o lugar dos seus corpos. Uma canção dos The Doors, reescrita, serve-lhes de guia. Rua das Gaivotas 6; 17 e 18 de novembro.

 

Catamarã, nas Ilhas Salomão ninguém se preocupa com os erros ortográficos. Um rapaz zangado com as palavras e uma rapariga que sonha viajar de barco até ao Pacífico. Deste encontro resulta uma peça de Ana Lázaro e Ricardo Neves-Neves para os mais novos, onde é possível explorar o potencial das palavras para criar sentido e organizar o mundo. Culturgest, 21 a 25 de novembro.

 

 

 

 

 

Testamento em Três Actos. Uma das mais jovens companhias, os SillySeason, volta ao palco no âmbito do festival Temps d’Images. Os pais dos atores são convidados a entrar em cena para, todos juntos e à sua maneira, contarem a história de Rei Lear, de William Shakespeare. CAL – Centro de Artes de Lisboa, 28 de novembro a 2 de dezembro.

 

A Verdade + A Mentira. Dois espectáculos, duas salas, o mesmo elenco. Assente em dois textos de Florian Zeller, João Lourenço encena este díptico teatral. A história assenta em dois casais amigos e na forma como se decidem por dizer a verdade e a mentira em diferentes situações. É nessas opções que a própria sociedade se mantém a funcionar. Teatro Aberto, 1 a 30 de dezembro.

 

Fausto. O Centro Cultural de Belém faz 25 anos e a companhia Mala Voadora preparou um trabalho que se define, no mínimo, como “grandioso” para assinalar a data. Encenada por Jorge Andrade, a peça procura refletir sobre os processos de criação artística e os próprios modelos de financiamento. Tudo isto assente numa forte noção de portugalidade. Centro Cultural de Belém, 5 a 8 de dezembro.

 

Sócrates tem de Morrer: A Morte de Sócrates + A Vida de John Smith. O díptico, encenado por Mickaël Oliveira, procura refletir a relação entre o teatro e a política. No primeiro episódio, Sócrates está na prisão e é confrontado pela utopia de um novo mundo traçado pelos seus amigos. No segundo episódio, esse novo mundo torna-se real. São Luiz Teatro Municipal, 6 a 9 de dezembro.

 

Onde não puderes amar não te demores. As cartas escritas pela artista mexicana Frida Kahlo ao longo da sua vida são o ponto de partida para a nova criação de Daniel Gorjão e do seu Teatro do Vão. Uma peça sobre a noção de intimidade, visível tanto nas palavras da pintora como no corpo do actor que, sozinho em palco, agora lhes dá vida.Teatro Taborda, 6 a 9 de dezembro.

 

Alice no País das Maravilhas. O ano termina com a intemporal história de Lewis Carroll, sobre uma menina curiosa que cai na toca do coelho. Do outro lado há um lugar que, em tudo, contrasta com a realidade. Maria João Luís e Ricardo Neves-Neves partilham a encenação e prometem uma peça onde o absurdo é um forte ingrediente. Teatro Nacional D. Maria II, 27 de dezembro a 6 de janeiro.

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