Volta a Lisboa em 15 restaurantes novos

Estamos habituados a torcer pelo nosso bairro, é certo. Mas quando toca ao estômago, não há bairrismo que resista. O melhor mesmo é experimentar de tudo. E aqui há 15 sugestões, literalmente, acabadinhas de sair do forno.

Por Wilson Ledo

  1. Créditos: wsa.pt

    Marvila. Refeitório do Senhor Abel. Para os que gostam de literatura e, ainda mais, de pizza, este é o sítio a visitar. O cheiro das pizzas artesanais, com mão italiana, embrenha-se na arquitetura industrial de Marvila. Um dos destaques é a pizza com massa com cânhamo. A acompanhar, um cocktail do vizinho Heterónimos Baar, inspirado por Fernando Pessoa. Praça David Leandro da Silva, 4

 

  1. Chiado. Ossos do Ofício. Este é o paraíso para os que gostam de devorar um bom pedaço de carne portuguesa. O nome não deixa margem para dúvidas: é para comer até ao osso. Há sete opções para acompanhar o naco. Os estômagos que procurem algo mais “leve” podem sempre contar com a sopa da pedra de Almeirim. Rua Nova da Trindade, 10

 

  1. Marquês de Pombal. O Antigo Talho. Ironia da vida: o espaço onde funciona este novo restaurante vegano já foi um talho. O apresentador de televisão João Manzarra é o nome por detrás deste espaço. Aqui a cafetaria está aberta até ao final da tarde e serve menus de almoço. No piso térreo há também uma loja. Avenida Duque de Loulé, 85

 

  1. Graça. Açores na Feira. Já não é preciso apanhar avião para saborear o melhor da comida açoriana. Basta subir até à Graça, no Campo de Santa Clara, onde se realiza a Feira da Ladra. Os achados aqui são sempre de qualidade: bolo lêvedo, lapas, alcatra, ananás, torresmos, atum. Não são só os produtos que vêm dos Açores. Também os donos. Campo de Santa Clara,140

  1. Sé. Prado. António Galapito voltou de Londres e encontrou uma nova casa em Lisboa. O nome escolhido para o restaurante, Prado, não podia ilustrar melhor o que aqui se dá a comer. A carta está em constante mudança e conta com ingredientes de produção sustentável, depois de pesquisa no terreno e conselhos de fornecedores. Travessa das Pedras Negras, 2

 

  1. Mouraria. Union. Este restaurante é, na verdade, uma janela. E tem um prato forte: “empanadas”. Vegetarianas ou de carne, podem ser comidas no local ou levadas durante o passeio de quem passa. Para os que gostam de cozinhar em casa, podem levar uns sacos com “empanadas” congeladas. Rua das Farinhas, 16

 

 

 

  1. Madragoa. Fauna e Flora. Esta é uma opção para um almoço descontraído ou para um lanche, porque aqui não se servem jantares. Chama-se Fauna e Flora e o menu deixa-se guiar pelo nome do restaurante, separando ou misturando as opções das duas categorias. Das “bowl” que são cada vez mais uma tendência até às tostas, há muito por onde escolher. Rua da Esperança, 33

 

  1. Chiado. Taberna Fina. Se o Hotel Le Consulat já tinha motivos de sobra para uma visita, com exposições de arte contemporânea, agora há mais uma razão para subir estas escadas. O chef André Magalhães, também ligado à Taberna da Rua das Flores, é quem assume este projeto. A cada noite há 20 lugares para preencher e um menu de degustação com dez “momentos”, a 56 euros, para um momento especial. Le Consulat, Largo de Camões, 22, Piso 2

 

  1. Roma. Wood Sushi. Este restaurante é, ele próprio, uma caixa de madeira com sushi lá dentro. É verdade, já estava a faltar esta iguaria japonesa no nosso roteiro. Se é dos que nunca sabe o que escolher, basta agarrar uma das caixas já existentes: as maiores custam 12,40 euros. Se for dos picuinhas, não se preocupe, também dá para personalizar. É o segundo da marca, depois do espaço no Parque das Nações. Avenida de Roma, 51

 

  1. São Sebastião. Balcão.Se é dos que segue os chefs mais mediáticos e costuma deambular pelo El Corte Inglés, as suas preces foram ouvidas. O último piso do centro comercial tem agora uma área chamada Gourmet Experience, com restaurantes de chefs como José Avillez, Kiko Martins ou Henrique Sá Pessoa. No restaurante deste último chef, o Balcão, a inspiração está nas tabernas portuguesas e nos seus sabores mais tradicionais. Bitoque, prego de choco frito, arroz de pato ou lombo de bacalhau confitado com puré de grão são algumas das iguarias. El Corte Inglés – Gourmet Experience, Piso 7, Avenida António Augusto Aguiar, 31

 

  1. Santos. Contrabando. Já estava na altura de voltar às carnes, desta feita com influências americanas. No Contrabando, as “ribs” – febre que parece ter vindo para ficar – são servidas com molho barbecue. Sem sair do restaurante, pode viajar também aos sabores da América do Sul, com tacos, por exemplo. Se não gosta de jantares calmos e prefere juntar a malta, aqui há menus de grupo dos 20 aos 30 euros. Avenida 24 de Julho, 90

 

  1. Odivelas. Luzzo. Nem todos vivemos no centro da cidade. Para as noites em que não apetece pegar no carro e ir (ou voltar) a Lisboa, há mais uma alternativa em Odivelas. A pizzaria Luzzo, conhecida pela sua massa fina e fabrico artesanal, tem um novo espaço. Também aqui há tablets para os que gostam de ser tecnológicos na hora de pedir a paparoca. Urbanização Colinas do CruzeiroRua Pulido Valente, 23B

 

  1. São Sebastião. My Mother’s Daughters. Sim, mais um restaurante de comida saudável, para compensar os estragos do final do ano passado. O sonho de uma mãe (e das três filhas) tornou-se realidade. Neste espaço, não entram carnes de animais e os produtos querem-se frescos e biológicos. Ao almoço há sempre um prato do dia. Na ementa, um dos destaques é um prato chamado Desperdício Zero. Em que consiste? No aproveitamento de ingredientes que sobraram do dia anterior. Largo de São Sebastião da Pedreira 49

 

  1. São Bento. La Pura Vida. Neste restaurante, Portugal e a América Latina misturam-se nos pratos e na decoração. Num lugar onde tanto se servem bifes como mexilhão, o ambiente quer-se descontraído. A lista de tapas também é extensa para aqueles que só querem “matar o ratito” no estômago. Acompanha sempre bem um cocktail, como mojito, margarita ou caipirinha. Avenida Dom Carlos I, 144A

 

  1. Marquês de Pombal. Chickinho.Fica bem no centro de Lisboa, mas não vai precisar sequer de sair de casa para provar este frango de churrasco. Bem, na verdade, tem de morar num raio de cinco quilómetros da loja. Inteiro, em burrito, só as asas, dois peitos, na canja. Não faltam opções para os amantes de frango. Nem para os que apreciam saladas. Se quiser receber em casa, a encomenda mínima é de 15 euros – pode ser feita por telefone ou pelo site do restaurante. Se preferir, pode sempre passar na loja e escolher o que mais lhe aprouver. Rua Marquês de Fronteira 117F

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