Zen Flow: “Chegou a hora de pôr os sonhos na mala e partir em busca de conforto para a alma”

Quando a realidade já não nos proporciona satisfação é porque chegou a hora de pôr os sonhos na mala e partir em busca de conforto para a alma.

É difícil de aceitar, mas muitas das moradas que construímos ou em que residimos ao longo da Vida são temporárias. Os nossos planos são nómadas e têm vontade própria, mudam de ideias a todo instante.

Num determinado momento felizes, minutos depois inquietos e prontos para partir. Quando isso acontece, mais do que força para abandonar a antiga casa, é preciso coragem para enfrentar uma viagem rumo ao desconhecido.

Eu sei que levar os nossos ideais para rumar a outro lugar na Vida pode ser assustador. Mas também pode ser delicioso se essa viagem de recomeço tiver como guia a nossa própria vontade.

Assim, devemos reinventar com frequência a nossa forma de viver a Vida. É claro que pode haver frustrações. Mas as quedas fazem parte da Vida. Tudo depende então de como fazemos o chão onde caímos. Se o fazemos muito duro magoamo-nos quando caímos e demoramos meses a recuperar. Se o fazemos muito macio e fofo, arriscamo-nos a querer ficar deitados no seu conforto e vamos demorar meses a arranjar vontade de nos levantarmos novamente.

O ideal é mesmo transformar o nosso chão num tapete de molas. Quando o nosso chão é como um tapete de molas, podemos cair todos os dias, mas o resultado da nossa queda é o impulso para cima.

 

 

 

 

 

Por Luís Pedro Proença, autor dos livros “Alma Zen” e “Vida Serena” 

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