Zen Flow: Reciclar o orgulho

Quando por alguma razão entrarem em conflito com alguém, seja no contexto pessoal, seja no contexto profissional, aproveitem para redefinir o vosso conceito de vencer, de “levar a melhor sobre…”.

Não se foquem tanto em levar a vossa posição avante ou a tentarem convencer alguém a fazer o que vocês querem. Tornem o vencer, o levar a melhor num sinónimo de alcançar o que é, efetivamente, melhor para todos.

Mas o nosso principal inimigo não está fora de nós, mas dentro de nós. Refiro-me ao orgulho e o orgulho é um inimigo difícil, porque não o entendemos. O orgulho não está limitado a uma classe social ou económica. O orgulho vive nos ricos e nos pobres, nos cultos e nos incultos. A causa é o excesso de ego.

Afinal todos queremos ser a derradeira autoridade na nossa Vida. A maior parte de nós ignora o peso negativo do excesso de ego e de orgulho. É uma forma de “ignorância” que está embutida no nosso código genético e seca a nossa fonte divina de felicidade.

Na verdade só a semente do Amor pode vencer essa ignorância. Jesus tentou e falou do Amor ao próximo, Buda também tentou e falou da Maitreia ou bondade amorosa. Mas somos criações imperfeitas. Então o que fazer?

Um sinal de maturidade espiritual é preocuparmo-nos apenas com o que fazemos e não com o que recebemos. Não se trata de “Engolir sapos” ou ter “Sangue de barata”, trata-se de vencer a batalha de não retaliar, perpetuando conflitos interiores e exteriores. Devemos reciclar o orgulho e a negatividade e, ao invés, espalhar alegria, satisfação, abençoando toda a existência. É assim que se transforma o orgulho em algo útil e positivo para nós e para os outros.

 

 

 

 

 

Por Luís Pedro Proença, autor dos livros “Alma Zen” e “Vida Serena” 

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