Zen flow: Virar a página

Quando refletimos na entrelinhas da nossa Vida, por entre o que somos e o que não fomos, por entre o que podia ter sido e que foi, a Vida parece um conjunto de reticências incontroláveis. O tempo ensina-nos que o domínio sobre a nossa existência é afinal mera aparência. Mas por muito que os políticos tecnocratas que mandam no país e no mundo queiram, a Vida jamais será um produto da economia, ou uma mera equação matemática, ou uma linha de produção, ou sequer um caminho de sucesso.

Não se deixem enganar! A Vida é o que fica de todas as coisas que vivemos com paixão, com amor, com intensidade. Para lá das reticências impõe-se a verdade da Vida que nos engrandece pelo simples facto de sabermos que existimos!

Contudo, por vezes, é preciso ir mais à frente, e ultrapassar a mera noção de existência. Quantas vezes somos obrigados a começar uma nova página nessa existência sem ter acabado a página anterior, sem termos corrigido erros que cometemos ou sem ter alcançado objetivos a que nos propusemos. Alguns voltam a página com facilidade, mas para outros parece que as páginas são muito pesadas, emperradas, difíceis de passar.

É que muitas vezes o voltar a página é feito de medos, de lembranças dolorosas. Mas enquanto não voltamos definitivamente a página não sentimos o ventinho que ela faz ao passar, ventinho da mudança a chegar às nossas Vidas, um ventinho que nos eleva e nos dá força para vencer o processo doloroso de largar rotinas e encarar o desconhecido de uma nova existência.

Às vezes o melhor das nossas Vidas demora para acontecer, mas acaba por acontecer. Atrevam-se a voltar a página de uma vez por todas e abraçar uma nova existência.

 

 

 

Por Luís Pedro Proença, autor dos livros “Alma Zen” e “Vida Serena” 

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