10 Filmes a não perder no IndieLisboa

O festival IndieLisboa, dedicado ao cinema independente, está de volta à capital a partir desta quinta-feira, dia 2 até 12 de maio. Mesmo os mais cinéfilos não vão, certamente, conseguir ver os mais de 250 filmes programados no certame. Por isso mesmo, o Onde Ir escolhe 10 que não pode mesmo perder. As sessões têm lugar no Cinema São Jorge, na Culturgest, no Cinema Ideal e na Cinemateca Portuguesa.

Por Wilson Ledo

THE BEACH BUM. O novo filme de Harmory Korine é a escolha para abrir o festival. Com Matthew McConaughey, Snoop Dogg e Zac Efron conta a história de um escritor milionário e alucinado. O consumo de drogas e a fama são alguns dos temas fortes desta longa-metragem.

SYNONYMES. Distinguido na última edição do festival de Berlim, o filme de Nadav Lapid foi o escolhido para fechar o IndieLisboa. Assente na ideia de identidade, é construído a partir das memórias do realizador, quando aos 20 anos fugiu de Israel para se exilar em França.

BURNING. Uma viagem até à Coreia do Sul e ao cinema de Lee Chang Dong. Esta adaptação ao cinema de um conto de Haruki Murakami centra-se num misterioso triângulo amoroso que, aos poucos, vai revelando a matéria psicológica e as frustrações do jovem protagonista.

VIVRE ENSEMBLE. Anna Karina é mais conhecida como atriz e musa do realizador Jean-Luc Godard. Nesta edição do IndieLisboa ganha o estatuto de “heroína independente”, com uma secção própria. Um dos filmes exibidos, “Vivre Ensemble”, mostra a sua estreia como realizadora ainda nos anos 1970.

JESSICA FOREVER. A dupla francesa Caroline Poggi e Jonathan Vinel, que mistura a linguagem dos jogos de computador com um certo imaginário bucólico, é outro dos destaques deste IndieLisboa. A sua primeira longa-metragem traça um desses futuros distópicos.

DIVINO AMOR. Depois das eleições que elegeram Jair Bolsonaro como presidente do Brasil, a incerteza política marca agora a produção cinematográfica deste país, escolhido também como “herói independente” do IndieLisboa. Em “Divino Amor”, Gabriel Mascaro aposta na ficção científica: Brasil, 2027, uma nova religião domina a sociedade.

TRAGAM-ME A CABEÇA DE CARMEN M. A situação política brasileira é também o ponto de partida para o filme assinado por Felipe Bragança e pela portuguesa Catarina Wallenstein. Uma atriz portuguesa parte para o Rio de Janeiro para interpretar a mítica Carmen Miranda, uma figura colorida que choca com os dias cinzentos que vive agora o país.

TRISTEZA E ALEGRIA NA VIDA DAS GIRAFAS. Baseado na peça de teatro escrita por Tiago Rodrigues, encenador e diretor do Teatro Nacional D. Maria II, a comédia realizada por Tiago Guedes acompanha a história de uma menina e do seu urso de peluche numa Lisboa vista com um olhar diferente do habitual.

JOHN AND YOKO: ABOVE US ONLY SKY. Como foi criada “Image”, de John Lennon? O filme de Michael Epstein conta a história de uma canção que se tornou símbolo de paz e do respeito entre culturas, sem esquecer a relação do ex-membro dos Beatles com Yoko Ono.

HOTEL IMPÉRIO. Um retrato da China contemporânea pelo português Ivo M. Ferreira. O realizador filma a história ficcional de uma família portuguesa a viver em Macau, lutando contra a especulação imobiliária para poder continuar a viver na casa de sempre.

 

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