6 regras simples para andar de trotinete sem chatear os outros

Há uma vantagem inegável: as trotinetes elétricas são amigas do ambiente. Contudo, com o número crescente e o mau uso, passaram a ser vistas como uma autêntica “praga”. Há quem diga que “crescem como cogumelos” – porque, tal como a iguaria, aparecem nos locais mais inesperados. Há cerca de uma dezena de marcas de trotinetes a operar em Portugal. Escolha a que escolher, siga sempre estas regras.

Por Wilson Ledo

PREPARAR

Quando se é estreante, o melhor mesmo é investir alguns minutos a perceber como funciona a trotinete. Há aparelhos que chegam aos 24km/hora e, por isso, convém que não parta “à maluca”, como se costuma dizer. Veja como funcionam os travões (importantíssimo!) e qual a posição mais confortável e segura para poder seguir viagem. Já agora, por muito que a ideia lhe possa parecer romântica, não dê boleia: cada trotinete só tem lugar para uma pessoa.

PROTEGER

A discussão sobre o uso obrigatório ou não do capacete já fez correr muita tinta. O melhor conselho é: use sempre o capacete. Assim, se tiver uma queda inesperada, tem a garantia de que a cabeça está protegida. Quando não puder usar o capacete, porque não o tem à mão, lembre-se: a atenção e o respeito têm de ser ainda maiores do que o habitual.

CIRCULAR

Para o Código da Estrada, uma bicicleta elétrica é como uma mota. Assim, há regras que não se podem contornar: parar no STOP e nos semáforosdar prioridade a quem vem da direita, fazer as rotundas no sentido certo e dar indicações com os braços sobre a direção em que quer seguir. As trotinetes não devem circular nos passeios mas sim na rua, o mais à direita possível – com atenção às sarjetas, para evitar quedas. Sempre que existir ciclovia, é por aí que deverá seguir. Em todos os casos, é imprescindível moderar a velocidade e respeitar as distâncias de segurança.

DESCER

Lisboa é conhecida como a cidade das sete colinas. Para subir, a trotinete pode ser uma grande aliada. Para descer, já não é bem assim: o ditado diz que “todos os santos ajudam” – e talvez por isso o melhor seja evitar usar a trotinete. Com a inclinação, o veículo ganha velocidade adicional. E os travões, por melhores que sejam, podem não ser suficientes para evitar uma forte queda.

ESTACIONAR

Há relatos de trotinetes que foram parar ao rio ou aos ramos de uma árvore. São cenários extremos, é certo, mas o estacionamento tem sido um dos grandes problemasdesta forma de transporte. Há zonas da cidade de Lisboa onde o estacionamento é proibido, como o Bairro Alto ou o Castelo. No resto da cidade, há vários pontos identificados para estacionar trotinetes e bicicletas. Se não os encontrar, a regra é muitos simples: bom senso! Procure não deixá-las no meio do passeio, escolhendo um local onde não perturbe a circulação de peões. Lembre-se que há pessoas com mobilidade reduzida e carrinhos de bebé que também precisam de circular, sem barreiras, no passeio.

RESPEITAR

Não faça, a andar de trotinete, aquilo que não faria a conduzir um carro ou uma mota. O lema “se conduzir, não beba” também se aplica a este veículo de duas rodas. Há relatos preocupantes de quem bebeu uns copos a mais e olhou para a trotinete como uma alternativa segura para chegar a casa. O problema é que, com a velocidade excessiva, acabaram a ser tratados no hospital. Usar telemóvel enquanto conduz uma trotinete também não é uma boa ideia. Se utilizar uma trotinete no estrangeiro ou noutra cidade do país, em férias, lembre-se: não faça aquilo que não gostaria que fizessem no sítio onde mora. É possível divertir-se sem exageros, sem barulhos ou acidentes, respeitando a “casa” dos outros.

 

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