Até os pandas já se renderam ao ramen

O Panda Cantina, na Baixa de Lisboa, tem duas vantagens notórias: a relação preço-qualidade e a rapidez do serviço. O Chef Yin queria que o seu primeiro restaurante fosse como uma “casa”. E conseguiu mesmo.

Por Wilson Ledo

Há dias em que apetece jantar fora sem ter de tomar muitas decisões. E, nesses dias, o Panda Cantina é o lugar ideal. Na rua da Prata, em plena Baixa de Lisboa, há por vezes filas à porta. É verdade que não aceita reservas, mas, acredite, a espera vai valer a pena.

Esta é a “casa” do Chef Yin, que chegou a Lisboa há dois anos e por cá ficou. Neste restaurante, aberto em outubro passado e que é a sua primeira aventura na área, traz-nos o melhor da sua terra natal, a região chinesa de Sichuan. “Queria criar um espaço para um jantar casual, como em casa”, conta ao Onde Ir.

O Panda Cantina tem essa capacidade de nos fazer sentir confortáveis no restaurante, seja na longa mesa que marca o restaurante ou no balcão em frente ao local onde a comida é preparada. A decoração é simples, sem cores garridas, acolhedora. Contudo, o grande atrativo é outro: o ramen, que se tem mostrado uma tendência crescente nos hábitos gastronómicos dos lisboetas.

A equipa tem já o discurso na ponta da língua e basta responder a três perguntas para que o tradicional caldo asiático com noodles possa chegar à mesa: Porco, vaca ou tofu? De um a cinco, qual o nível de picante? Com ou sem coentros? Tão simples como isto.

Os mais aventureiros no nível de picante recebem sempre um alerta: o melhor é sempre começar pelo primeiro nível e depois ir testando a resistência. No caso do ramen de vaca, a carne é já temperada com picante, o que acaba sempre por tornar cada nível ligeiramente mais forte do que nas opções de tofu ou de porco.

É precisamente o ramen de porco aquele que a equipa do restaurante diz ser o mais próximo à forma tradicional como é servido na região de Sichuan. A garantia do Onde Ir é de que os sabores deste prato são apurados, mas sem perder a simplicidade que lhe é característica. A acompanhar, sugerimos, experimente uma das três variedades de chá: preto, jasmim ou oolong (uma mistura entre chá preto e verde).

Uma das grandes vantagens do Panda é a relação preço-qualidade. Por cerca de 10 euros é possível combinar prato, bebida e sobremesa. A isto se junta um serviço que é rápido – mas sem apressar ou deixar de ser atencioso: em menos de uma hora, ao nosso ritmo, a refeição estava concluída.

Se for ao Panda Cantina, não saia sem experimentar as sobremesas. Se o gelado de matcha prova como o chá pode ser refrescante, há uma outra opção que se tornou imagem de marca na carta do restaurante. Chama-se Bing Fen e apela à participação dos clientes: são eles quem tem de juntar o xarope de mel e gengibre bem como os amendoins tostados a uma geleia transparente. O resultado é fresco e tira a sensação a picante do paladar.

E, chegado ao fim do artigo, estará aí a perguntar-se: onde é que entram os pandas no meio disto tudo? Em três ecrãs, mesmo por cima do balcão. Ninguém consegue resistir ao lado fofo destes bichos enquanto espera pela comida. Mas eles, como seria de esperar, estão mais entretidos na vida deles, a devorar bambu (mas ansiosos por um bom ramen!).

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