Emirados Árabes Unidos

São sete os Emirados Árabes Unidos, sendo que o destaque passa pelos dois que são mais badalados mundo fora: Dubai e Abu Dhabi. 

Aterrar no aeroporto do Dubai é de imediato constatarmos que entrámos numa dimensão completamente diferente da que estamos habituados a viver. O índice de consumo salta aos olhos, as lojas com produtos de luxo encostam-se umas às outras e rivalizam no que de melhor as marcas têm para oferecer.

Depois, e já a caminho de um hotel, de preferência de luxo como não poderá deixar de ser, apercebemo-nos das avenidas largas e extensas que nos projectam para o tal mundo irreal. São prédios enormes e lindíssimos cujas silhuetas se destacam no céu azul, ou acobreado se a chegada se fizer de noite, são luzes que parecem trepar pelo espaço para conquistar outras galáxias, são carros de luxo e alta cilindrada que se sucedem por todo e qualquer lugar por onde circulemos.

Aproximo-me do lugar mais “in” do Dubai, o bairro onde se concentra a maioria dos hotéis de luxo, das marcas de luxo, dos restaurantes de luxo, da marina onde atracam veleiros e iates de luxo. 

Tudo é magnífico. Os edifícios lindíssimos, a engenharia criativa colocada ao seu serviço, a imaginação sem limites dos arquitectos e dos que um dia pensaram fazer de um lugar desértico uma cidade cosmopolita e para onde o mundo acorre na demanda de novas experiências e vivências sensoriais. 

A oferta é imensa, em termos hoteleiros. Mais ou menos perto das margens do Golfo Pérsico, sendo mesmo possível ficar na Palmeira, mais uma fantástica obra de engenharia que foi buscar espaço ao mar e ali “plantar” um lindíssimo projecto urbanístico onde apetece adquirir uma apartamento, ou vivenda, e por lá ficar em gozo de férias permanentes. 

A oferta continua a ser imensa no que diz respeito a gastronomia. Restaurantes de todas as nacionalidades e tendências, espaços mais ou menos elaborados do ponto de vista decorativo e de design, gostos para todos os paladares e carteiras. 

E depois o Dubai é todo ele um espaço de segurança, já que os índices de criminalidade roçam o zero e em qualquer lugar deste emirado podemos circular à vontade sem termos que olhar por cima do ombro. 
No Dubai é quase obrigatório ir a compras. Aliás esse é um dos motivos que mais gente leva a visitar este emirado, o facto de aqui se concentrarem todas as marcas do mundo e não recaírem impostos sobre os produtos que são colocados para nosso deleite e aquisição. 

A este nível o destaque vai para os grandes, enormes!, centros comerciais, onde espontaneamente conseguimos passar um dia inteiro a delirarmo-nos com a monumental oferta de artigos e a intercalar as visitas às lojas com actividades de lazer. Apenas para dar um exemplo, o Dubai Mall, considerado o maior do mundo, tem nas suas “entranhas” um aquário gigante onde até podemos mergulhar com tubarões. E, ali mesmo ao lado, a imensa Burj Khalifa, “apenas” o edifício mais alto do mundo. 

Uma visita ao Dubai não poderá ficar completa se não fizermos uma incursão ao deserto. O ponto de encontro das caravanas de jipes fica a cerca de uma hora da zona turística da cidade e, ao final da tarde, é ver os carros a fazerem contorcionismos, malabarismo, equilibrismo e uma série de tropelias nas areias do deserto. Que depois termina com um saborosíssimo jantar regional-tradicional em tendas montadas no deserto. 

A visita aos Emirados Árabes Unidos merece ser complementada com uma ida até Abu Dhabi. Que foi o que resolvi fazer num dos meus dias de permanência no Dubai. A poucos quilómetros de distância ficamos com uma noção diferente do que é um outro emirado. Sendo este o maior produtor de petróleo de todos os emirados (cerca de 3 milhões e 200 mil barris por dia), o Abu Dhabi é em quase tudo diferente do Dubai. As artérias por onde circulamos são muito mais calmas, a “excitação” consumista é muito mais controlada, o ruído de fundo da cidade é muito mais baixo e as pessoas são menos exuberantes.

É claro que o resto por lá continua: as lojas de marca e de luxo, os hotéis únicos e exclusivos – como o Emirates Palace – os prédios arrojados, o fantástico museu da Ferrari, o lindíssimo circuito de Fórmula 1 (e o não menos lindo hotel que lhe fica encostado), os museus que neste momento estão em construção mas que dentro em pouco estarão em funcionamento, como o Louvre, o Guggenheim ou o de História Natural. Tudo de grande qualidade, albergando tesouros únicos e uma riqueza por vezes avassaladora. 

Tanto num como noutro emirado quase todas as nacionalidades do mundo estão representadas, pois este lugar continua a ser um dos mais sonhados pela raça humana. Seja para fazer fortuna, seja para viver num conto das mil e uma noites, seja para conseguir uma vida financeiramente mais desafogada. 

Para mim foi uma experiência arrebatadora. Foi como entrar numa cápsula do Tempo que nos leva até um futuro que, apesar de tudo, não está assim tão distante. Porque é verdade que já é real. Ainda que por vezes nos sintamos mergulhados numa etérea irrealidade. 

Como ir:
Com a Emirates que tem voos diários desde Lisboa e com frequências em quatro dias da semana desde o Porto.

Onde ficar:
Burj Al Arab Hotel, Sofitel The Palm Dubai, Jumeira Beach Hotel, Waldorf Astoria Dubai Palm Jumeirah, Kempinski Hotel, Armani Hotel Dubai, Jumeirah at Ethiad Towers (em Abu Dhabi).

Onde comer:
Armani/Amal, Scots American Grill, Blue Jade, Indego by Vineet, Rhodes Twenty 10, Al Mahara (no Burj al Arab), Atmosphere (no Burj Khalifa), Torres Etihad (em Abu Dhabi).

O que visitar/fazer:

  • Passeio pela ilha artificial The Palm
  • Subida ao Burj Khalifa
  • Espectáculos das fontes luminosas junto ao Dubai Mall, todos os finais de tarde
  • Visitar o aquário e mundo animal marinho que se situa no Dubai Mall
  • Visitar e ter uma experiência gastronómica no Burj al Arab
  • Compras e refeições no Dubai Mall
  • Passeio de jipe no deserto com jantar típico e espectáculo de danças e músicas árabes
  • Visita a Abu Dhabi incluindo o circuito de Fórmula 1, o Museu do Louvre, o Museu da Ferrari e as Torres Etihad
  • Visita ao Emirates Palace Hotel em Abu Dhabi

Generalidades:

  • Não é necessário qualquer tipo de vacinação
  • Todos os cartões de crédito são aceites
  • Altura mais quente do ano entre Junho e Setembro, altura mais temperada entre Novembro e Março 
  • Para cidadãos portugueses não é necessária a obtenção de visto. O passaporte deve ter validade mínima de 6 meses à data de saída dos Emirados Árabes Unidos
  • A moeda local é o Dirham. Um Dirham equivale a cerca de 0,25€

*António Barroso Cruz é um viajante compulsivo, tendo visitado 90 países e mais de 700 cidades. É também escritor, com 29 livros publicados e autor e apresentador de programas para televisão, ator e figurante em televisão, óperas, teatro e novelas. Aos leitores do Onde Ir conta a sua experiência nos Emirados Árabes Unidos.


 

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