Ferroviário: quando a música se funde com a cozinha irreverente

Reabriu as portas em 2018 com nova gerência, nova decoração e nova programação. Hoje é um dos espaços mais cool da capital e para começar os dias quentes com o pé direito traz novidades frescas e irreverentes. 

Por Patrícia Caneira

Localizado no topo do edifício 59 da Rua de Santa Apolónia promete assim que se sobem as escadas e se chega ao primeiro piso, onde encontra a sala TGV, imersa num estilo burlesco que se dedica ao espetáculo, desde a música, à comédia, à dança e a todos os tipos de intervenção artística.

Quando se chega ao terraço, o cenário muda radicalmente e a luz de fim de dia une-se à vista sobre o Tejo para obter como resultado um espaço descontraído e moderno.

A grande novidade deste ano é, no entanto, o restaurante do Ferroviário. Com 50 lugares sentados e a cozinha nas mãos do chef Vitor Hugo, o espaço abre ao público na próxima sexta-feira, dia 31 de maio. 

Chef Vitor Hugo

A carta é variada e adaptada a todos os gostos, ideal para acompanhar uma bebida ao fim da tarde ou tranquilizar a fome quando a noite já vai longa. 

Nas entradas o gaspacho de morango com uva preta (€7) resulta numa combinação certeira que aconchega quem vem em busca de comida de conforto. Já a salada de brie panado com vinagrete de sésamo (€8) e o queijo de cabra corado com espuma de melão (€8) foram feitos para todos os apreciadores de queijo, com um toque de frescura e umas cores brilhantes que deixam os indecisos livres de dúvidas.

Salada de brie panado com vinagrete de sésamo

Para partilhar, a tábua de peixe (€39) junta o poke bowlhavaiano de atum com abacaxi, o hambúrguer de salmão com chipsde batata e o cevicheperuano de garoupa numa combinação de sabores e texturas. 

Tábua de partilha com pode bowl de atum e abacaxi, hambúrguer de salmão e ceviche de garoupa

Já para os amantes de carne, a novidade vai para o bao de porco, kimchispring onione salada asiática (€15) e na onda da partilha une-se também na tábua (€39) o acém redondo grelhado com o rosbife fatiado e o hambúrguer de black angus, que se distingue pela carne suculenta e tenra que brilha num pão estaladiço. 

Pensado como um restaurante para todos, o risotto de cevada, creme de beterraba assada e trigo serraceno crocante (€14,50) conquista os vegetarianos (e não só) a ficarem pela noite dentro. 

Para adoçar os fins de tarde e sossegar o desejo de uma noite quente, o chef Vitor Hugo propõe nas sobremesas a pannacotacomcurdde abacaxi e hortelã (€4,50) que pela frescura faz arriscar na repetição e o petit gateaux de caramelo com gelado de frutos vermelhos do Peixola (€5) que vem consolar os mais gulosos. 

O restaurante vai funcionar de quarta-feira a domingo, a partir das 19h com hora de fecho tardia para que ninguém desista de um pé de dança por causa da fome. 

Para além de tudo o que já faz ficar quem por aqui passa, outra das novidades do Ferroviário é a programação. A aposta nas bandas emergentes e nos artistas portugueses é o foco de um espaço que quer também conquistar pelo ouvido. 

Rita Redshoes, Ana Bacalhau e Manel Cruz são alguns dos nomes que farão parte do novo ciclo de concertos que vão acontecer mais cedo suprindo a necessidade de quem quer ver boas bandas sem ter de esperar até tarde. Os Mazarin serão residentes no Ferroviário, atuando aqui uma vez por mês o que faz com que os domingos de jazz subam ao terraço e brindem com o Verão. 

Até agora movidos pela vista e pela luz, a nova cara do Ferroviário vai mover também pelo ouvido e pelo paladar, num equilíbrio perfeito do que se pede para um fim de tarde. 

 

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