Há nova carta no Luz, onde a terra e o mar dialogam

Pusemo-nos nas mãos do chef Jorge Fernandes na hora de provar a nova carta do restaurante do hotel Iberostar Lisboa. A rapidez e a qualidade do serviço surpreendem. Para não falar dos pratos, que primam pela humildade e simplicidade com que são pensados.

Por Wilson Ledo

Já tínhamos experimentado o restaurante Luz em janeiro, para o peculiar programa de “sprunch”, que mistura spa com brunch. Agora, com o verão à porta, o chef Jorge Fernandes preparou uma nova carta, que é um verdadeiro mimo às papilas gustativas.

A intenção, explica-nos o premiado chef, é que a refeição não seja muito longa. Com os novos ritmos de vida, passar horas e horas sentado à mesa pode estragar um pouco a magia do momento. E foi assim que, no hotel Iberostar Lisboa na Rua Castilho, passámos cerca de uma hora e meia de descobertas.

Colocámo-nos mesmo nas mãos do chef Jorge Fernandes, que escolheu todos os pratos que havíamos de experimentar. E uma coisa é consensual: não houve um único que nos provocasse estranheza ou nos deixasse sem vontade de ir até ao fim. A carta do restaurante reflete (e bem!) a humildade criativa do seu criador.

A partir daí foi um autêntico entra-e-sai de pratos. O objetivo é que aqueles que estão sentados à mesa possam provar um bocadinho de tudo, sem grande registo de formalidade, apesar do espaço e do atendimento não perderem o rigor que se costuma associar ao serviço de hotel.

A refeição começa com os chamados snacks. Se for em casal, o chef Jorge Fernandes aconselha experimentar dois. Nós, no Onde Ir, não tivemos outra hipótese, com quatro pequenas maravilhas a chegar à mesa.


Tártaro de robalo com abate e maracujá

Um dos que mais nos surpreendeu, pela frescura, foi o tártaro de robalo com abate e maracujá (7€), que vem numa casca do chamado “fruto da paixão”. Na nossa memória fica também o crocante do camarão kadaiff com molho sweet chilli (9€).


Vieiras sobre puré de ervilha e emulsão de gengibre

Esta é uma carta onde o mar está muito presente. Daí que as outras duas entradas também apostem nessa origem: as vieiras sobre puré de ervilha e emulsão de gengibre (9€) e a tempura de polvo com amêndoa e maionese de cerveja (8€).

Apesar do Luz apostar nos bifes e nos tornedós, o chef Jorge Fernandes seguiu por outro caminho no prato principal. Destacamos o magret de pato com creme de cenoura, laranja e espargos grelhados (20€) – pela suavidade da carne e pela conjugação acertada com o creme de cenoura.


Magret de pato com creme de cenoura, laranja e espargos grelhados 

Outra das escolhas foi o robalo selvagem com puré de batata-doce, pak choi e emulsão de amêijoa (28€), um prato mais cénico, que coloca os sabores da terra e do mar num diálogo muito equilibrado.

Chegados a esta etapa, pergunta-se o leitor: com tanta comida, já se sentem enfartados, não é? A verdade é que não. Não se sai do restaurante Luz com essa sensação de que se comeu demais. Pelo contrário, sente-se que se tirou verdadeiramente partido da refeição. Leve, fresca, variada são alguns dos adjetivos que encontrámos ao fazer o balanço.


Desconstrução de piña colada, com um parfait de coco, ananás salteado e sorbet de rum

E, para a nota positiva, contribui obviamente a sobremesa. Em altura de verão, o chef optou por uma desconstrução de piña colada, com um parfait de coco, ananás salteado e sorbet de rum. Um fecho de refeição que é, também ele, muito fotogénico.

Já lhe abrimos o apetite?

 

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