João Tordo

Em “A Mulher que Correu Atrás do Vento”, o último romance de João Tordo, a história desenrola-se em três cidades diferentes. Motivo mais do que suficiente para conversar com o escritor e ficar a conhecer as suas paragens preferidas à volta do mundo.

Por Wilson Ledo 

Entre os países que já visitou, qual o preferido? E porquê?

Não tenho um preferido, depende das alturas. Gostei tanto de ver jazzno festival de Montreal como de passar um mês no campo bucólico de New Hampshire. Gosto tanto das ruas labirínticas de Siena como das praias de Formentera em setembro. E não tenho preferência se me pedires para escolher entre a concessão francesa em Xangai ou as ruas de Condessa na Cidade do México. Não tenho mesmo!

Que hotel ou alojamento sugere sempre aos amigos/gostaria de voltar?

Gosto de lugares confortáveis, não vou mentir. O Sofitel Macau foi uma experiência inesquecível, porque estive dez dias alojado, durante o Festival Literário de Macau, numa suíte maravilhosa.

Que elementos dos destinos costumam inspirá-lo na sua escrita?

As pessoas. As situações inusitadas por que se vai passando. Um momento ou outro fora do comum. Por vezes, uma imagem basta, ou uma frase que alguém diz, ou uma pequena história que alguém me conta. Na Alemanha visitei uma pequena cidade que inspirou uma das personagens de “A Mulher que Correu Atrás do Vento“, a pianista Lisbeth Lorenz.

Qual o país que mais “anseia” visitar, entre aqueles que estão na sua lista de espera?

O Japão, até porque o “efabulei” num livro anterior (“Ensina-me a Voar Sobre os Telhados) e fiquei muito curioso de o visitar.

Já visitou algum país ou cidade por fazer parte de uma história que leu?

Sim, Nova Iorque. Tinha um grande fascínio pela cidade por causa de escritores como Roth, Auster e DeLillo.

Qual o sítio preferido para uma refeição aconchegante fora de casa?

Qualquer restaurante japonês com alguma qualidade. O Tasca Kome, em Lisboa, é um excelente exemplo.

Que livro, filme ou espetáculo recomendaria a um viajante?

Nos livros, “Areias Brancas” ou “Yoga Para Pessoas Que Não Estão Para Fazer Yoga“, de Geoff Dyer. Já nos espetáculos, ir ver teatro em Londres, ao The Old Vic ou ao Almeida Theater.

 

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