Lisboa celebra 45 anos da Revolução de Abril com muitas atividades gratuitas

O programa Abril em Lisboa volta a celebrar a liberdade na rua, desta vez para assinalar os 45 anos da Revolução dos Cravos. Um conjunto de eventos culturais gratuitos, que vão desde a música, ao teatro, passando por exposições, debates e literatura, o mês de abril vai ser rico em atividades, cujo denominador comum são os direitos humanos.

Depois dos pianos, que no ano passado permitiram a centenas de pessoas toda a liberdade para tocar, o público é agora convidado a conduzir uma orquestra. Durante cinco dias (19 a 23 de abril), entre as 17h30 e as 19h, serão 12 os músicos alinhados em vários locais da cidade à espera de quem os conduza com total Liberdade para Dirigir.

No dia 24, Música e Revolução encontram-se na Praça do Comércio num concerto especial de Fausto Bordalo Dias, com Banda & Orquestra, que interpretará canções emblemáticas como “Atrás dos Tempos Vêm tempos” ou “O Barco Vai de Saída”, para ouvir, cantar e recordar a partir das 21h30.

Destaque para a inauguração de um novo roteiro, “Lugares de Abril”, que assinala nove pontos distribuídos por toda a cidade onde decorreram acontecimentos significativos da ação militar de 1974. Um percurso, numa parceria entre a Câmara Municipal de Lisboa e a Associação 25 de Abril, com um total de mais de 20 locais emblemáticos de Lisboa que serão sinalizados até ao 50.º aniversário do 25 de Abril.

Ainda na véspera do 25 Abril, às 21h, a Praça do Comércio será igualmente palco para um espetáculo de vídeo mapping imersivo a 360º dedicado às Memórias de Abril que se repetirá até dia 1 de maio com sessões às 21h, 21h30 e 22h.

A terceira edição do Festival Política, no Cinema São Jorge, propõe, durante quatro dias, uma reflexão sobre a Europa e a condição de ser europeu, através de sessões de cinema, debates, workshops e atividades para crianças.

Ainda no Cinema São Jorge volta-se a abrir a sala de visionamento prévio do edifício da Rank Filmes, não para ver, mas para ouvir o documentário sonoro “No Escuro e à Escuta”. Um trabalho inédito realizado por Sofia Saldanha, a partir de entrevistas atuais e sons de arquivo da RDP, sobre a censura e a propaganda em Portugal durante o Estado Novo.

O dia 25 de abril é assinalado com o lançamento de uma exposição de fotografias no espaço público, 45 anos, 45 fotos, da autoria do prestigiado fotojornalista Alfredo Cunha, e a inauguração de um Memorial aos Presos e Perseguidos Políticos, na Estação de Metro Baixa-Chiado, uma iniciativa proposta por um grupo de cidadãos.

O Museu do Aljube, que também no dia 25 de abril festeja o seu 4.º aniversário, preparou uma programação intensa que convida a conhecer a História e a memória do combate à Ditadura, através da habitual recolha de testemunhos da época, cinema, exposições, música, visitas orientadas e encenadas.

Ao longo do mês, os livros e as bibliotecas ganham especial relevo. Na Estufa Fria, em parceria com a Bienal de Artes Contemporâneas BoCA, apresentamos Ecotemporâneos, uma comunidade de leitura em espaços verdes com duas apresentações de livros na companhia da escritora Maria Campilho e do dirigente do SOS Racismo Mamadou Ba. Juntamente com a ILGA Portugal destaca-se o ciclo de conversas sobre Abril e os Direitos LGBTI em cinco bibliotecas da cidade com a participação de convidados de áreas tão diversas como a investigação, literatura, cinema, política e jornalismo.

Neste Abril em Lisboa há uma programação especialmente dedicada aos mais novos com sugestões variadas nos Museus de Lisboa e Bordalo Pinheiro e no teatro São Luiz que, a partir de dia 24, será ainda alvo da “Ocupação” do Teatro do Vestido. 

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