Onde Ir com… Afonso Cruz

Em “Princípio de Karenina”, o último livro de Afonso Cruz, a história leva-nos até à Cochinchina – um território que hoje corresponde ao Vietname. Ao Onde Ir, este premiado escritor português confessa alguns dos seus locais preferidos dentro e fora de portas. E deixa uma lista de restaurantes e iguarias a não perder.

Entre os países que já visitou, qual o preferido? E porquê?

Síria. Foi um dos primeiros países que visitei no Levante e impressionou-me muito a hospitalidade. Quase que me casei por lá.

Que hotel ou alojamento – em Portugal ou no estrangeiro – sugere sempre aos amigos/gostaria de voltar?

Talvez alugar uma cabana numa fazenda qualquer do Pantanal. Ou na praia de Palolem, em Goa, à sombra de coqueiros. Não sei como estará agora, mas há cerca de vinte anos era possível alugar uma cabana de madeira (chão de areia e casa de banho comum no exterior) e comer – quase sempre peixe ou marisco acabados de pescar – gastando menos de cem dólares por mês. A praia estava quase sempre vazia.

Que elementos dos destinos costumam inspirá-lo na sua escrita?

As pessoas e as suas histórias são sempre o mais importante das viagens.

Qual o país que mais “anseia” visitar, entre aqueles que estão na sua lista de espera?

Uzbequistão. Quero visitar este país desde que, em adolescente, li um livro de Hugo Pratt chamado “A Casa Dourada de Samarcanda”.

Já visitou algum país por ter lido uma história de que ele fizesse parte?

Vários: China, Índia, Camboja, Benim, Egipto, Brasil, México, Grécia, República Checa, Roménia, Jordânia…

Qual o sítio preferido para uma refeição aconchegante fora de casa?

A Tasca do Montinho, muito perto da minha casa: tem as melhores migas de espargos selvagens de todo o Sistema Solar. Ou enguias em Armazéns de Lavos. Ou guisadinho de javali na pensão do café Alentejano, em Estremoz, onde, dividindo a dose – que dá perfeitamente para duas pessoas –, se gasta menos de dez euros. Ou um dos restaurantes de masgouf (peixe assado em forno de barro) na margem do Tigre, em Bagdade, que é um pouco mais longe, mas foi a mais recente experiência gastronómica a deslumbrar-me.

Que livro, filme ou espetáculo recomendaria a um viajante?

Anatomia da Errância”, de Bruce Chatwin.

 

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