Rute Obadia expõe “Untouchable India” no Hotel Chiado

“Untouchable India” é o nome da exposição fotográfica, que Rute Obadia, fotógrafa e mentora do blog The Blondie Traveler, inaugura no próximo dia 11 de abril, às 18h00, no Hotel Chiado, em Lisboa. Uma mostra que resulta do culminar de três viagens à Índia e que conta com um total de 25 imagens.

Por Sandra Martins Pereira

O Onde Ir esteve a falar com a fotógrafa sobre esta exposição e a sua forma de estar na vida, inspirando os outros a viajar através das suas imagens.

Quando partiu em viagem para a Índia já tinha o propósito de realizar mais tarde uma exposição?

Sim, sabendo já a riqueza fotográfica do país, a ideia era também essa.

A Índia é um país de contrastes, é fácil enquanto fotógrafa apanhar a essência deste povo? Ou só depois de experienciar estas três viagens é que se conseguiu envolver na totalidade?

Consegue-se captar a essência quando se foi como eu fui, 15 dias sozinha, mas também sei que a Índia é um país gigante, existe tanto mais para sentir.

O que mais lhe encanta na Índia e por oposição o que a mais entristece?

Os contrastes, as cores, a simpatia, o acolhimento, a espiritualidade, os olhares intensos de mel que nos hipnotizam, a diversidade… O menos bom, a extrema miséria, a poluição sonora, o lixo por todo lado, o cheiro que por vezes é demasiado forte e quem se aproveita da espiritualidade para o negócio.

Mesmo sendo um país onde existe pobreza extrema, nota-se através das suas fotos a alegria no rosto destas pessoas. Consegue explicar porquê?

Pessoas que nasceram e cresceram na pobreza e não conhecem outra realidade são felizes com o que têm na sua extrema espiritualidade. É verdade que o meu olho foge para o sorriso e alegria, mas infelizmente, também existe muita tristeza.

Rute Obadia, fotógrafa

O que pretende demonstrar ao “mundo” com esta exposição?

Que a Índia é muito mais que pobreza e cheiro a caril. A Índia é as suas gentes de rostos marcantes e sofridos. Quero fazer sentir um pouco da “minha” Índia forte, colorida e alegre.

Numa das vezes que viajou para a Índia levou consigo um grupo de pessoas que vivenciaram de perto a realidade do país. Quais foram as reações das pessoas que a acompanharam?

De tudo um pouco. Levar um grupo de pessoas a um país destes é gerir grandes expectativas e situações extremas. Sendo um país que se ama ou odeia, no geral acho que foi uma experiência marcante e única para todos. Estou prestes a levar um novo grupo em maio.

O que mais a fascina nos seus retratos?

A história que existe por de trás de cada rosto marcante.

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