Teatro. 12 peças para ver até começar a primavera

Percorremos as agendas dos teatros de norte a sul do país para lhe preparar este guia. Doze sugestões para que o “bichinho do palco” ganhe ainda mais força com a chegada do calor.

Por Wilson Ledo

LISBOA. A CRIADA ZERLINA. É uma equipa de luxo aquela que se junta para contar esta terrível história de amor. A atriz Luísa Cruz no palco, o cineasta João Botelho na encenação e o artista plástico Pedro Cabrita Reis nos cenários. 21 de fevereiro a 6 de março no CCB.

LISBOA. ODEIO ESTE TEMPO DETERGENTE. Ana Nave parte da poesia de Ruy Belo para esta nova criação, que interpreta com Maria João Luís. O espetáculo vai depois, em digressão, levar as palavras deste poeta a várias partes do país. 6 a 10 de março no São Luiz Teatro Municipal.

 

LISBOA. UM OUTRO FIM PARA A MENINA JÚLIA. “Menina Júlia” é um dos textos mais notáveis do teatro. O que o encenador Tiago Rodrigues faz é imaginar um outro final, uma alternativa à ideia de suicídio deixada por Strindberg. 1 a 24 de março no Teatro Nacional D. Maria II.

PORTO. TER RAZÃO. É o regresso aos palcos do texto escrito e encenado por Ricardo Alves, juntando atores de duas companhias diferentes. Um trabalho sobre o quotidiano e os diferentes pontos de vista que ele encerra. 8 a 17 de março no Teatro Carlos Alberto.

 

PORTO. A MANUAL ON WORK AND HAPPINESS. O trabalho dá felicidade? E a felicidade, dá trabalho? É com estas perguntas que a companhia Mala Voadora cria este espetáculo de teatro colaborativo, depois de uma residência artística com habitantes locais. 9 de março no Teatro do Campo Alegre.

PORTO. A PIOR COMÉDIA DO MUNDO. Depois de uma longa carreira em Lisboa, a peça encenada por Fernando Gomes está na Invicta. Uma comédia que mostra os bastidores do teatro e já reconhecida um pouco por todo o globo. Até 24 de fevereiro no Teatro Sá da Bandeira.

BRAGA. AS CRIADAS. Este texto de Jean Genet, escrito na prisão, é uma peça incontornável nos palcos do mundo: sobre as relações de poder, a sobrevivência e a morte. Foi a escolha para encerrar um ciclo dedicado à liberdade e à solidão. 26 a 28 de fevereiro no Theatro Circo.

BRAGANÇA. A GRANDE VAGA DE FRIO. A partir de “Orlando” de Virginia Woolf e com encenação de Carlos Pimenta, Emília Silvestre interpreta esta história que, apesar do passar dos anos, se mantém sempre atual. 16 de fevereiro no Teatro Municipal de Bragança.

 

 

VISEU. CLARICE. Um espetáculo para os mais novos, mas que os mais velhos também vão gostar. Cláudia Gaiolas transforma-se na escritora Clarice Lispector para transmitir a história da força feminina de uma “Antiprincesa”. 28 de fevereiro a 2 de março no Teatro Viriato.

 

 

FARO. A ÚLTIMA ESTAÇÃO. O ponto de partida para este espetáculo são as semelhanças físicas entre o encenador Elmano Sancho e o criminoso Ted Bundy, que matou mais de 35 mulheres. Um trabalho sobre o desejo de transgressão na vida e na arte. 14 de março no Teatro das Figuras.

AVEIRO. CLARÃO. A nova criação da companhia Circolando assenta numa ideia de ritual, como momento de ligação com o sagrado. Em palco, juntam-se várias formas de expressão artística como a dança, a música ou o vídeo. 22 de fevereiro no Teatro Aveirense.

AÇORES. O SENHOR IBRAHIM E AS FLORES DO CORÃO. Um dos espetáculos marcantes da companhia Teatro Meridional chega aos Açores. Miguel Seabra é quem conta a história escrita por Eric-Emmanuel Schmitt sobre as ilusões das aparências. 23 de março no Teatro Micaelense.

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