Um refúgio no Douro

O grupo Vila Galé tem uma nova unidade de agroturismo no Douro. É pequena, por agora, em número de quartos, mas uma grande surpresa para quem procura abrandar o ritmo diário e ligar-se à natureza.

Por Wilson Ledo

A austeridade da rocha deixa antever o conforto no interior de cada um dos sete quartos do novo Vila Galé Douro Vineyards, situado no concelho de Armamar. A nova unidade de agroturismo do grupo Vila Galé nasce em equilíbrio com a natureza, em pleno coração de uma região vinhateira de excelência.

Foi inaugurado em dia de chuva mas, se o ditado popular sobre as bodas se aplicar às aberturas oficiais de hotéis, vem cheio de bonança. Sobretudo pelo verde de uma vista capaz de fazer inveja a qualquer um, até nos dias mais cinzentos.

Por aqui, além do merecido descanso, o vinho é um dos principais atrativos: pode aproveitá-lo do alto do restaurante panorâmico ou na profundidade das adegas. Este agroturismo traz uma nova marca de vinhos que, na suavidade dos seus aromas, promete logo um clima de partilha e boa disposição: chama-se Val Moreira (como a quinta) e conta com as silhuetas dos seus dois patronos – Jorge Rebelo de Almeida e António Parente – no rótulo.

As vinhas desta quinta onde surge agora o Vila Galé Douro Vineyards – e que deverá ver nascer mais 42 quartos até ao final do próximo ano – já dão uvas suficientes para produzir cerca de 300 mil garrafas. Além do vinho em si, é um dos números e das histórias para conhecer nas visitas às adegas que têm lugar entre as 10 e as 18 horas, seja hóspede ou não. Se for apreciador de arte, há outro argumento de peso: uma obra exclusiva do albanês Saimir Strati, feita com sete mil rolhas.

“É um prazer muito grande vir para o interior do país”, conta aos jornalistas o presidente do grupo Vila Galé, Jorge Rebelo de Almeida, antes do jantar de inauguração. À mesa, é também servido esse espírito de valorização do que de melhor há em Portugal. Entre as especialidades da região contam-se o cabrito ou o porco, cozinhados num forno a lenha.

A Quinta do Val Moreira, que aproveita a dinâmica dos socalcos da região do Douro e se ergue entre os 100 e os 400 metros de altitude, convida também a uma leitura na biblioteca ou a um momento para refrescar (agora que o calor está a chegar!) na piscina exterior. Para se ligar à natureza, um passeio pelos terrenos – onde há vinhas, olival e amendoal – é sempre outra boa ideia.

Há muitos motivos para ficar e ainda mais motivos para partir à descoberta desta região. Se nunca experimentou um cruzeiro no Douro, talvez esteja na hora de marcar esta experiência. Pode ainda pegar no carro e partir à descoberta de outras quintas e caves da região. Explorar é mesmo a palavra-chave para esta “escapadinha”.

 

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