Vai nascer um Pólo de Inovação do Vinho e da Gastronomia em Torres Vedras

Construído em 1948, o antigo edifício do Instituto do Vinho e da Vinha foi adquirido pela Câmara Municipal de Torres Vedras em 2013, que se propôs a criar neste espaço um lugar que promova a regeneração urbana e económica da cidade e que coloque o concelho no mapa.

Por Patrícia Caneira

O projeto começou a pensar-se em 2016, quando “uma equipa de trabalho que incluiu arquitetos e designers envolvidos na área da cultura e território, partiram em busca para perceber como o edifício podia ser publico”, explica Carlos Martins, responsável pelo Plano Estratégico de Reabilitação do espaço IVV.

Foi assim desenvolvido, em 2017, um estudo de enquadramento económico, geográfico, turístico, cultural e criativo, onde se visitaram também as boas práticas existentes na área, nacionais e internacionais das quais resultou uma proposta de programa funcional. 

O Polo de Inovação do Vinho e da Gastronomia pretende ser uma estrutura polinuclear em diálogo com a paisagem e com outros centros de interpretação, investigação e empreendedorismo regionais, nacionais e internacionais. 

Na inovação, quer dar a conhecer o relevo da cultura da vinha e do vinho para a economia, para o conhecimento, para o turismo e a cultura, envolvendo o setor agroalimentar.

O projeto vai contar ainda com vários espaços como é o caso do Centro de Interpretação, que contém um núcleo de exposição permanente da cultura vitivinícola e gastronómica do território, arquivos e documentação. O COLAB, será um centro de investigação aplicada para gerar soluções digitais para a agricultura que inclui laboratórios especializados e colaborações com redes internacionais. 

No espaço estará também a Incubadora, um centro de suporte para empreendedores emergentes onde haverá a facilitação de escritórios e infraestruturas tal como serviços de apoio empresarial. O comércio e as oficinas não são esquecidos e terão forte presença no Polo, que pretende ter uma oferta comercial na área hoteleira e na restauração assim como uma oferta de programas e visitas educativas e culturais. 

A Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa, a Associação Nacional de Viveiristas Vitícolas e a Associação de Agricultores de Torres Vedras serão também envolvidos neste projeto que dá, a partir de agora, os primeiros passos publicamente. 

 

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